Curso Gratuito Introdução à Meditação Cristã

Curso Gratuito Introdução à Meditação Cristã

“Jesus curvou-se e começou a escrever no chão com seu dedo”. No Evangelho de João, este momento, acontece logo após a dispersão de uma multidão que estava prestes a apedrejar uma mulher até a morte, e esta mulher é deixada a sós com Jesus.

Assim como outros grandes mestres espirituais de todas as tradições, Jesus viveu o que ensinou e ensinou através do exemplo de seu próprio comportamento.

E, por várias vezes, vimos Jesus ensinando através do silêncio.

Em outra ocasião, através de um olhar direto e amoroso, Jesus transmitiu seu ensinamento a um jovem rico, que acha difícil renunciar às suas posses.

E, por vezes, em confronto com contradições e hostilidades, Jesus manteve apenas um silêncio, puro e verdadeiro.

Compaixão, atenção plena e amorosa e um silêncio verdadeiro são elementos essenciais para seguirmos o caminho de Jesus, como mestre e amigo.

Ele nos convida a participar no ensinamento da Boa Nova. Somos chamados a ensinar como ensina nosso Mestre e assim, crescer, à sua imagem e semelhança, através do relacionamento com Ele.

A qualidade da presença e do silêncio são verdades perenes desse caminho que, com certeza, será uma viagem própria e única, devido às nossas personalidades individuais e a fatores culturais que nos moldam.

Porém, a busca humana essencial, os desafios e os frutos da meditação serão sempre os mesmos para todas as pessoas a qualquer tempo e lugar.”

Estamos convidando você para participar de um curso gratuito de Introdução à Meditação Cristã, onde você poderá conhecer e vivenciar essa oração contemplativa.

O curso será oferecido juntamente com o Grupo de Meditação online, que se reune todos os sábados às 16h. O primeiro módulo será dia 08/08/2020.

Para saber mais e receber mensagens diárias sobre a Meditação Cristã inscreva-se pelo WhatsApp da Potlach Editora & Ateliê de Arte Contemplativa. +55 48 988259192

Abraço com esperança criativa.

Vamos Meditar aos Sábados

Vamos Meditar aos Sábados

Vamos meditar! Grupo de meditação online. Todos os sábados das 16h às 17:30. Quer participar? Encaminhe seu e-mail para eu te enviar o link. Mais informação: idamara@idamarafreire.com.br “

Todos nós precisamos de cura. Todos estamos procurando nossa integridade. Para muitos é a realidade mais urgente e sempre presente em nossas vidas. Talvez tentemos encobri-la ou desconhecê-la, mas se formos honestos para conosco, veremos que não a podemos ignorar. Todos também sabemos que, se não cuidarmos de nossas contradições e conflitos interiores, não só ficaremos isolados por causa das nossas divisões internas, como também poderemos muitas vezes até injuriar os que nos cercam. Nosso Deus, o Deus do amor, não quer um ser (ego) fragmentado ou dividido. Ele nos criou para vida plena. Criou cada um de nós para ser um filho ou filha livre, aquele filho ou filha, que em nosso mais profundo íntimo gostaríamos de ser ou de nos tornar. E todos sabemos, no fundo do nosso coração (mesmo se não o quisermos admitir) que a cura de nossas desarmonias e busca da integridade deve ser um processo progressivo. Não é de repente, nenhum átimo que nos tornaremos íntegros, com passado já enterrado, as mágoas esquecidas e os ferimentos curados. Ao contrário, sabemos que será uma procura contínua, ao longo de nossas vidas.” Escreve: Ester De Wall em seu livro Vivendo com a Contradição. Vamos Meditar! Participe!

Veja vídeo: https://youtu.be/2kppqAGrgKc

#meditação #meditaçãocristã #equilibrio #cura

 

Vamos Meditar – Abril

Vamos Meditar – Abril

Sábado da Quinta Semana da Quaresma
Leitura de Sábado, 13 Abril 2019
D. Laurence Freeman

João 11, 45-56

Não percebeis que é melhor um só homem morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?

Quando criança, fui educado na riqueza da fé católica. Seu simbolismo poderoso abriu novas dimensões da realidade para mim. Tinha uma imagem de Deus tão madura quanto era possível naquela idade. Cada vez mais, porém, eu me relacionava com aquele ser distante, eterno observador do alto, supostamente amoroso mas também assustadoramente frio, uma construção de nosso imaginário coletivo, mais ou menos como o ladrão de banco se relaciona com a câmera de segurança.

“Quando eu era criança, eu falava como criança, compreendia como criança, pensava como criança: mas quando me tornei um homem, deixei de lado as coisas de criança.” São Paulo insiste que devemos amadurecer nossa religiosidade e entrar na realidade, não mais na construção, mas da dimensão divina. Estas palavras do Evangelho de hoje são do Sumo Sacerdote, que, com a crueldade sempre presente nos corredores do poder, nos dá uma chave para a maturação de nosso entendimento da história da Páscoa. Esta nova versão em breve vai acelerar aqueles dentre nós que estão acompanhando a liturgia.

Quando criança, recebi uma explicação simples, na verdade, simplificada demais, desta história que estilhaça o mito. Redenção do pecado. O sofrimento e a morte de Jesus, o sacrifício do cordeiro inocente, era explicado como o pagamento de uma dívida da humanidade para com um divino e amoroso Criador. Se você perguntasse qual era a dívida, contavam-lhe a história do jardim do Éden e o fatal pedaço de fruta que trouxe morte e miséria à condição humana. Nesta configuração, era uma inversão da história do Papai Noel, que lhe dá alguma coisa em troca de nada. Enquanto Deus que é Pai pune as pessoas por coisas que elas não fizeram e que chama de pecado original. Como uma dívida no cartão de crédito que você não consegue pagar, a culpa vai crescendo, ficando cada vez maior.

A partir de uma certa idade e um certo nível de reflexão, isto se torna um insulto à inteligência da maioria das pessoas. Elas procuram uma explicação melhor ou partem em busca da verdade numa outra direção totalmente diferente. O comentário do Sumo Sacerdote ajuda. Expõe uma dinâmica universal em toda a sociedade humana e em todos os relacionamentos públicos. O pensador francês René Girard a reconhece como um mecanismo de bode expiatório, em que, num momento crítico, um grupo em conflito acusa de culpado por seus infortúnio uma vítima inocente – que é sacrificada, trazendo uma paz temporária e, em geral, é depois divinizada. Ainda fazemos isso com judeus, homossexuais, imigrantes, enfim, qualquer um que seja o “outro” para a maioria.

A Paixão de Cristo reflete esta dinâmica universal, mas unicamente da perspectiva da vítima. A máscara é exposta – embora, por ser um mecanismo tão útil, continuemos a usá-lo, escolhendo não ter consciência do que estamos fazendo. A Quaresma e a meditação podem mudar esta escolha e tornar-nos conscientes de nossos atos e de qual é nossa verdadeira relação com o Pai. O problema não é com a natureza divina, mas com a psique humana. Como fazer as pessoas crescerem e assumirem responsabilidades por si mesmas? Tratando-as como adultas. A história da Páscoa é para gente grande.

No contexto da multidão, porém, seres humanos agem como animais ou crianças pequenas. Seguimos os fortes e maltratamos os fracos, caso nos pareça que esta é a coisa mais segura para nós. A história que em breve será recontada revela a imensa solidão da alternativa à multidão. Mostra como a experiência pessoal e o mito se fundem. Rejeição, sofrimento, morte e túmulo são provações. Encaremos este fato. Mas não é a história inteira, nem, tampouco, felizmente, o fim da história.

Texto original em inglês

Saturday Lent Week Five: John 11: 45-56

You fail to see that it is better for one man to die for the people, than for the whole nation to be destroyed.

As a young boy I was brought up in the richness of Catholic faith. Its powerful symbolism opened new dimensions of reality for me. I had as mature an image of God as I could at that age. Increasingly, though, I related to this distant, elevated ever-observing, supposedly loving and yet terrifyingly cold construct of our collective imagination a bit like a bank robber would to a surveillance camera.

“When I was a child, I spoke as a child, I understood as a child, I thought as a child: but when I became a man, I put away childish things.” St Paul insists that we have to grow up religiously and break through into the reality, not the construct, of the divine dimension. These words from today’s gospel come from the High Priest who, with a political ruthlessness ever present in the corridors of power, gives us a key to this maturation of our understanding about the Easter story. This re-telling is soon to go into high gear for those of us following the liturgies.

As a child I was given a simple, in fact a greatly over-simplifying, explanation of this myth-shattering story. Debt-redemption. The suffering and death of Jesus, the innocent lamb-sacrifice, was explained as the paying off a debt that humanity owed to a good and loving Creator. If you asked what the debt was, you were told the story of Eden and the fatal piece of fruit that brought death and misery into the human condition. In that form it was an inversion of the Santa Claus story. Father Christmas gives you something for nothing. God the Father punishes people for things they didn’t do and calls it original sin. Like a credit card debt you can’t pay off, the guilt just kept getting bigger and bigger.

After a certain age and level of reflection this becomes an insult to most people’s intelligence. They look for a better explanation or they go off looking for the truth in another direction altogether. The High Priest’s comment helps. It exposes a universal dynamic in every human society and all communal relationships. Rene Girard, the French thinker, recognised it as a scapegoat mechanism whereby in a time of crisis a group in conflict blames its woes on an innocent victim – who is sacrificed, brings a temporary peace and is often later divinised. We still do it with Jews, gays, immigrants, anyone who is ‘other’ to the majority.

The Passion of the Christ reflects this universal dynamic, but does so uniquely from the victim’s perspective. The mask is exposed – although, because it is such a useful mechanism, we continue to use it, choosing to be unconscious of what we are doing. Lent and meditation are able to change this choice and make us conscious of what we are doing and what our true relationship with the Father is. The problem is not with the divine nature but with the human psyche. How can you help people to grow up and take responsibility for themselves? By treating them as adults. The Easter story is for grown-ups.

Inside the crowd mentality, however, humans act like animals or young children. We go with the strong and trample the weak if that seems the safest thing for us to do. The story we will soon be re-telling reveals the huge solitariness of the alternative to the crowd. It shows how personal experience and myth merge. Rejection, suffering, death and the tomb are solitary ordeals. Let’s face it. But it is not the whole story, nor, happily, is it the end of the story.