Vamos Meditar

Vamos Meditar

O Caminho da Iluminação

“Todos estamos cientes de que há trevas em nosso mundo. Todos os dias temos notícias de injustiças horríveis, de violências, de ódio, de feudos e de ganância.” Escreve John Main.

Sábado dia 22 vamos nos encontrar para meditar acerca dessas palavras:

“Vemos isso tanto no nível pessoal, quanto no nível global. Todos também estamos cientes das trevas em nosso interior…
Quando começamos a meditar, começamos a compreender que não podemos entrar na experiência com apenas uma parte de nosso ser. Tudo aquilo que somos, a totalidade de nosso ser, precisa estar envolvida… Em outras palavras, todas as partes de nosso ser precisam estar expostas à luz. Todas as partes de nós precisam ir para a luz. Não meditamos apenas para desenvolver nossa capacidade ou lado religioso. O homem ou a mulher que é verdadeiramente espiritualizada está em harmonia com todas as capacidades que tem…
A meditação não é o processo pelo qual tentamos ver a luz. Nesta vida não podemos ver a plena luz e continuar a viver. A meditação é o processo pelo qual nós vamos para a luz, pelo qual começamos a ver todas as coisas, a plenitude da realidade. Começamos a ver tudo isso por meio da energia da luz. E, tal como nos diz Jesus, vemos que a energia da luz é o amor.
A medida de nosso progresso na meditação é o quanto nos modificamos no sentido de vermos a todos e a todas as coisas por meio da luz de Deus. Ver por meio da luz do amor, também, nos faz amar a todos. Sem julgar, sem rejeitar, mas ver todos e toda a criação por meio dessa luz que precisamos descobrir em nosso próprio coração.” (Veja texto original abaixo)

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Original em inglês:
John Main OSB, an excerpt from “The Way of Stillness” in THE HUNGER FOR DEPTH AND MEANING, ed. Peter Ng (Singapore: Medio Media, 2007), pp. 188-189.
All of us are aware that there is much darkness in our world. We hear every day of terrible injustices, of violence, of hatred, of feuds, of greed. We see this both at the personal level and at the global level. All of us too are aware of the darkness within ourselves…
When we begin to meditate, we begin to understand that we cannot enter into the experience with just a part of our being. Everything that we are, the totality of our being, must be involved. . . .Another way of saying this is that every part of our being must be open to the light. Every part of us must come into the light. We do not meditate just to develop our religious side or capacity. The truly spiritual man or woman is in harmony with every capacity they have. . . .
Meditation is not the process whereby we try to see the light. In this life we cannot see the light fully and continue to live. Mediation is the process whereby we come into the light, whereby we begin to see everything, the whole of reality. We begin to see it all by the power of the light. And we see that, as Jesus tells us, the power of the light is love.
The test of our progress in meditation is how far we are moving into seeing everyone and everything by the light of God. Seeing by the light of love makes us loving toward them all, too. Not judging, not rejecting, but seeing everyone and the whole of creation by this light which we must discover in our own hearts.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Você sabe o que você quer?

Você sabe o que você quer?

Foto IdaMaraFreire Igatu Chapada Diamantina Ba

Você sabe o que você quer fazer? São muitos os momentos do dia que nos deparamos respondendo ou fazendo essa pergunta. Agora mesmo eu estava perguntando para minha filha: o que você quer fazer?  A leitura da semana publicada no site [ http://wccm.org.br  ] da Comunidade Mundial Meditação Cristã se intitula: “Vontade própria e Vontade divina”. Vamos, então, refletir acerca da percepção da meditação como um processo que nos ensina a fazermos escolhas autênticas tendo como ponto de partida a paz interior.

“A conversão é um compromisso com a criatividade do amor”, escreve John Main. ” Voltarmo-nos para o desamor (o egoísmo) é termos sido cativados pela fascinação da morte. Encontramos isso tanto em indivíduos quanto em sociedade. Em ambos os casos a prosperidade ou a produção material não serve como critério de medição. A única medida confiável é a da profundidade da paz que flui a partir do centro. . . [. . .] A conversão, para todos nós, demanda significativos ajustes em nossa vida, em nosso ponto de vista. Podemos pensar acerca desses ajustes, mas não será por meio do poder do pensamento que eles serão levados a efeito. Eles só podem ser integrados em nossa vida a partir do poder criativo que encontramos em nosso próprio coração. É por isso que entenderemos melhor a meditação não como um processo de auto-desenvolvimento, ou como uma ferramenta que empregamos para os fins que desejamos, mas, como um processo de aprendizado, um processo e de crescente humildade. . . .
A importância da meditação é tanta porque só alcançaremos a verdade se tivermos a confiança para encará-la. Essa confiança surge a partir do encontro com o amor puro de nossos próprios corações. O que é verdadeiramente importante de se saber na vida, para a vida, é que Deus é, e que Deus é amor. . . É muito simples. . . Caso enxerguemos isso claramente, poderemos ver que nossa própria jornada espiritual, nossa própria prática religiosa, nossa vida pessoal, tudo está permeado pela luz transformadora do amor redentor de Cristo.”  Vontade própria e Vontade Divina Extraído do livro de John Main OSB, THE PRESENT CHRIST (New York: Crossroad, 1991) pgs. 85-87.

Penso que para distinguirmos  a vontade própria e a vontade divina, precisamos saber o que queremos. E isso envolve fazermos escolhas.  Aprender fazer escolhas autênticas é uma parte importante para esclarecermos qual é a vontade divina para cada uma de nós. A meditação pode nos ajudar a saber o que queremos, proponho um exercício que criei ao ler  Sage Lavine [ http://sagelavine.com ]:

  1. Pegue uma folha de papel, um lápis ou caneta.
  2. Medite por Trinta Minutos
    Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.
  3. Em seguida leia com atenção  e responda as seguintes perguntas:
  • O que você mais gosta de fazer?
  • Quais sons, cores, sabores e aromas que você mais aprecia?
  • Qual é a sua música favorita?
  • Qual é o momento do dia que você mais gosta?
  • Qual seria a sua rotina diária ideal?
  • Em que dias da semana você gostaria de  ter mais tempo para dançar, cantar, ler um livro, ir ao cinema, escrever, meditar, sair para almoçar,  ir a um café…

Nos próximos dias, atente-se para quando alguém perguntar para você o que você quer fazer?  Lembre-se que há outras escolhas  além de dizer: “Não sei, o que você quer fazer?”

A meditação é um processo de aprendizagem,  que nos ensina a ter como medida,  não nossas habilidades ou  nossas aquisições,  mas a paz profunda que origina no centro do nosso ser. As escolhas que fazemos do nosso próprio coração,   originadas no nosso corpo e  na percepção de nós mesmas, convertidas no nosso compromisso com a criatividade do amor, nos ajudará a compreender e aceitar a boa, agradável e perfeita Vontade de Deus.

Você sabe o que você quer fazer agora?

 

original em inglês:

From John Main, OSB, “Self-Will and Divine Will,” THE PRESENT CHRIST (New York: Crossroad, 1991), pp. 85-87.

Conversion is commitment to the creativity of love. To be turned towards non-love (egoism) is to be enthralled by the fascination for death. We find this in individuals as well as in societies. In both cases, material prosperity or production is no yardstick for true creativity. The only trustworthy measure is the depth of peace flowing from the centre. . . [. . . .] Conversion requires in all of us significant readjustments in our life, in our angle of vision. These readjustments can be thought of but they cannot be effected by thought. They can only be integrated into our life from the creative power of love that we find in our own heart. That is why we best understand meditation, not as a process of self-improvement, or as a tool we employ for desired ends, but rather as a process of learning and deepening humility. [. . . .]
Meditation is of such importance because we can only come to the truth if we have the confidence to face it. This confidence arises from the encounter with pure love in our own hearts. The really important thing to know in life—for life—is that God is and that God is love. . . .It is very simple. [. . . .] If we see this clearly, we can see our own spiritual journey, our own religious practice, our personal life, all shot through with the transforming light of Christ’s redemptive love.

Meditação: um caminho para aprendermos a nos relacionar.

Meditação: um caminho para aprendermos a nos relacionar.

Foto Ida Mara Freire

Vamos meditar nesse sábado dia 27 de agosto, 17 horas. E como escreve John Main: “A meditação e, o constante retorno a ela, todos os dias de nossa vida, é como abrirmos caminho em direção à realidade.  Uma vez que conhecemos nosso lugar, começamos a ver tudo sob uma nova luz, por termo-nos tornado quem realmente somos.  A meditação se pratica em solitude, mas, é o grande caminho para aprendermos a nos relacionar. A razão deste paradoxo é que, ao entrarmos em contato com nossa própria realidade, ganhamos a confiança existencial para alcançar as outras pessoas, para encontrá-las em seu verdadeiro nível. Por isso, o elemento solitário da meditação, misteriosamente é o verdadeiro antídoto para a solidão. Tendo entrado em contato com nossa conformidade com a realidade, não mais somos ameaçados pela diversidade de outrem. Não estaremos sempre buscando nos afirmar. Estaremos fazendo a busca do amor, buscando a realidade do outro. . . . Na visão cristã da meditação. . .encontramos a realidade do grande paradoxo ensinado por Jesus: Caso queiramos encontrar nossas vidas, deveremos estar preparados para perdê-las. Ao meditarmos, é exatamente isso o que fazemos. Nos encontramos por estarmos preparados para nos abandonarmos, para nos lançarmos às profundezas. . .que logo se mostram como sendo as profundezas de Deus.”

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

original em inglês

An excerpt from John Main OSB, “Straying from the Mantra,” THE HEART OF
CREATION (New York: Continuum, 1998), pp. 9-10.

Meditation and the constant return to it, every day of your life, is like cutting a pathway through to reality. . . And it is no small thing to enter reality, to become real, to become who we are, because in that experience we are freed from all the images that so constantly plague us. We do not have to be anyone’s image of ourselves, but simply the real person we are.

Meditation is practiced in solitude but it is the great way to learn to be in relationship. The reason for this paradox is that, having contacted our own reality, we have the existential confidence to go out to others, to meet them at their real level. And so the solitary element in meditation is mysteriously the true antidote to loneliness. Having contacted our conformity with reality, we are no longer threatened by the otherness of
others. We are not always looking for an affirmation of ourselves. We are making love’s search, looking for the reality of the other. . . . In the Christian vision of meditation. . .we find the reality of the great paradox Jesus teaches: If we want to find our lives we have to be prepared to lose them. In meditating, that is exactly what we do. We find ourselves because we are prepared to let go of ourselves, to launch ourselves out into the depths—which soon appear to be the depths of God.