Os Ensinamentos de Jesus sobre a Felicidade

 

“Em meio a toda a dor e ameaças que o cercavam, os ensinamentos de Jesus eram sobre a felicidade.

 

Na narrativa que passou a ser denominada de Sermão da Montanha, Jesus anunciou o essencial para uma existência feliz a pessoas que, na percepção da maioria, pouco ou nada tinham na vida. Mesmo você, disse ele – tal como o cristianismo diria posteriormente a todos os escravizados e oprimidos da Europa e depois ao restante do mundo – mesmo você pode ser feliz.

 

O problema foi que suas asserções viraram todo o conceito de sucesso, poder e felicidade de ponta-cabeça.

 

As Escrituras registram:

 

Bem-aventurados (felizes) os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. A felicidade, Jesus nos assegura, não está em agarrarmos os bens deste mundo. Nada satisfaz ninguém indefinidamente, por conseguinte, colocar a nossa felicidade na acumulação de bens serve apenas para acionar a esteira hedônica e lá vamos nós, correndo de uma coisa para outra e nos condenando à desilusão perpétua.

 

Bem-aventurados (felizes) os mansos, porque herdarão a terra. Cada tentativa de dobrar o mundo ao nosso próprio gosto  e desígnios só pode acabar em frustração e resistência. Para viver bem precisamos viver em harmonia com tudo o que existe.

 

Bem-aventurados (felizes) os que choram, porque serão consolados. Os que se importam com o sofrimento do mundo, os que tomam para si a dor dos destituídos, são aqueles cujo sentido da vida se encontra fora de si mesmos, são aqueles que sabem do que se trata a verdadeira felicidade.

 

Bem-aventurados (felizes) os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Os que buscam justiça para os outros e se empenham em construir um mundo justo, vivem uma vida plena de significado e propósito, que é a culminância da verdadeira felicidade.

 

Bem-aventurados (felizes) os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia. Aqueles que compreendem o que é ser humano, que valorizam o desenvolvimento humano mais do que a imposição de leis sobre os que não têm condições de cumpri-las, não sofrerão a dor do perfeccionismo.

 

Bem-aventurados (felizes) os puros de coração, porque verão a Deus. Os que não fomentam nenhuma desonestidade, que procuram não prejudicar ninguém, que vivem sem alimentar o mal em seu coração, tornam todo o mundo seguro e impelem todas as pessoas a se sentirem bem-vindas na comunidade humana.

 

Bem-aventurados (felizes) os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. São aqueles que se negam a incitar o ódio entre as pessoas – ou que não operam através de quaisquer outras forças que não seja o amor – os que trazem o espírito do amor de Deus para o mundo.

 

 

Bem-aventurados (felizes) os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. A felicidade transcende os sentimentos. Se vivemos como devemos e fazemos o que devemos para transformar o mundo num lugar acolhedor para todos, a despeito de qualquer sofrimento, preço ou custo social de agir assim, nossa alma estará em paz.

 

Bem-aventurados (felizes) quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, falarem todo o mal contra vós por causa de mim. As coisas que fazem o sofrimento valer a pena e tornam a dor suportável são aquelas que nos levam a viver como Jesus viveu, mesmo em meio à rejeição.

 

Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a vossa recompensa nos céus”, disse Jesus.

 

Esta é uma fórmula simples para a felicidade. São preceitos que demandam de nós viver com as mãos abertas para o restante do mundo. Que exigem de nós não oprimir ninguém; não ferir ninguém. Que nos pedem para cuidar daqueles que sofrem: socorrer os necessitados; ser gentil com todos; promover a paz; defender a justiça e o que é certo e suportar a perseguição dos que repelem tudo isto em nós sem que nos transformemos, nós mesmos, naquilo que condenamos.

 

E, principalmente, essas proposições nos lembram que a felicidade plena não pode nunca ser encontrada no que é mundano. A felicidade requer mais do que sensações, mais do que prazeres. A verdadeira felicidade nos solicita que, a despeito de amar as coisas do mundo, sejamos capazes de transcendê-las a fim de nos tornarmos maiores do que somos para o bem do próprio mundo. Esta felicidade implica uma vida cheia de significado e de propósito, uma vida cuja razão de ser excede a si mesma.” [Joan Chittister. O livro da Felicidade.  Petrópolis, RJ : Vozes, 2019]


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Ida

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