Você é uma Pessoa Ensinável?*

*Resumo do 4. Episódio da Série Passos da Humildade.

“O reconhecimento de qualquer autoridade exterior remove a sede insaciável de poder dentro de mim. Humildade significa ser capaz de escutar o gerente no trabalho. Significa escutar os conselhos de um amigo. Significa não controlar meu lar, meu horário e meu território. Significa ser livre para abandonar a arrogância e renunciar à onipotência. Significa admitir que necessito de conversão e portanto, de abrir-me e aceitar a vontade de Deus através dos outros. O fato é que não tenho liberdade ilimitada. A obediência à vontade de Deus impõe limites.”

Abertura:

Olá. Boas vindas para você que escolhe este tempo para cultivar um coração compreensivo, pensar com discernimento e cultivar a paz interior. Sou Ida Mara, escritora, dançarina e praticante da meditação cristã. Você está ouvindo mais um episódio do programa mude sua história e vivencie o poder da sua alegria. Escute acessando o link:

https://anchor.fm/ida-mara-freire/episodes/Voc–uma-pessoa-ensinvel-eviit4

 

A pergunta de hoje é:

Você se dispõe a receber orientação? Ou melhor em outras palavras você é uma pessoa ensinável?

O terceiro grau de humildade em nós que devemos estar dispostas a receber  orientação. Joan Chittister, ensina  que o desenvolvimento espiritual é um processo de contínua conversão.  Ela conta uma história:  que perguntaram a um monge ancião: “Que faz você no mosteiro? Ele respondeu:  Oh, nós caímos e levantamos. Tornamos a cair e tornamos a levantar.”

Aceitar orientação é indispensável para manter o nosso equilíbrio fisíco, mental e espiritual.

O que dificulta para muitos de nós mudarmos  o jeito de pensar e agir é termos nos acostumado com nosso jeito e não percebemos necessidade de alterar nada.  Eu nasci assim vou ser sempre assim,  isso é a fala da canção da Gabriela. Qual seria a sua canção?

Amadurecer como pessoa é um processo que nunca acaba durante a vida. Como várias vezes menciono. A compreensão é um processo que começa com o nosso nascimento e termina coma nossa morte.

E para nós reconciliarmos com o mundo e com nós mesmos, precisamos  estarmos dispostas a receber orientação e desenvolver uma mente aberta e ensinável porque na jornada existencial não chegamos nunca, estamos sempre dançando a vida.

Mas, com os hábitos  e padrões que construímos em nossa mente contra a dor  dos traumas que vivenciamos, costumes culturais, pressão social para manter um determinado comportamento,  isso nos paralisa, impedindo a possibilidade de qualquer mudança significativa. É como uma armadura que nos isola e nos impede de dançar a nossa história.

Há momentos na vida que são riquíssimos em ensinamentos. Podem ser momentos agradáveis, mas em geral os que têm maior poder de nos ensinar são os desagradáveis e dolorosos. Então, neles, a pergunta mais importante não é “Por que isto comigo?”, mas “O que posso aprender com esta situação? O que a vida quer me ensinar com isto?” Se você não aprender, a história vai se repetir, até que você aprenda ou até que se feche completamente para a luz, quando, então, a mente é cauterizada e se atrofia.

E aqui o terceiro grau da humildade, como estamos aprendendo ao ler Joan Chittister,  requer que estejamos dispostos a submeter-nos às ordens dos outros. Aqui tocamos o ilimitado desejo de poder do ser humano. Aprendemos que existe circunstâncias e pessoas fora de minha vida que, gostando ou não, têm poder sobre mim. Aqui é-me pedido reconhecer minha mortalidade. A vida não está em minhas mãos. Não, tenho controle de todos os seus aspectos, e, quando me iludo pensando que o tenho, começa a frustração.

“O reconhecimento de qualquer autoridade exterior remove a sede insaciável de poder dentro de mim. Humildade significa ser capaz de escutar o gerente no trabalho. Significa escutar os conselhos de um amigo. Significa não controlar meu lar, meu horário e meu território. Significa ser livre para abandonar a arrogância e renunciar à onipotência. Significa admitir que necessito de conversão e portanto, de abrir-me e aceitar a vontade de Deus através dos outros. O fato é que não tenho liberdade ilimitada. A obediência à vontade de Deus impõe limites.”

O presente da liberdade interior que recebemos  é  “A compreensão de que não somos a última palavra, a resposta final, o insight mais brilhante”.  Essa compreensão é libertadora.

Exercício de Escrita Criativa;

A humildade me leva:

  1. Reconhecer que Deus é Deus.
  2. Saber que a vontade de Deus é melhor para mim.
  3. Estar disposta a receber orientação.
  4. Resistir e não se cansar.
  5. Reconhecer as próprias falhas.
  6. Se contentar com menos do que o melhor.
  7. Deixar de lado a criação de imagens.
  8. Aprender com a comunidade.
  9. Ouvir os outros.
  10. Abandonar o desejo de ridicularizar.
  11. Falar gentilmente.
  12. Ser simples; Ser serena.

Atividade:

Selecione 12 cartões de tamanho semelhantes

Na parte da frente de cada cartão escreva um dos passos de humildade: conforme descrito acima, um passo por cartão.  No verso do cartão, complete esta frase: Hoje vou praticar este passo de humildade por … (preencha um comportamento ou ação muito específica.)

Ao longo de doze dias (ou semanas ou meses), selecione aleatoriamente um cartão a cada dia. Leia a descrição do passo de humildade em voz alta algumas vezes ao acordar. Em seguida, leve o cartão com você durante o dia, enquanto tenta praticar o comportamento ou ação específica que escreveu. Ao final de doze dias, descreva a experiência por si mesmo (em um diário, poema ou oração);

Compartilhe seu exercício comigo.  Envia uma mensagem no site www.idamarafreire.com.br

Vamos Meditar:

O gosto dos caminhos recomeçados.

O que te peço, Senhor, é a graça de ser. Não te peço sapatos, peço-te caminhos. O gosto dos caminhos recomeçados, com suas surpresas e suas mudanças. Não te peço coisa para segurar, mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida. Não te peço que  pares o tempo na minha imagem predileta, mas que ensines meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade. Afasta de mim as palavras que serve apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias. Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros. Mesmo quando não posso ou quando não tenho, sei que posso ser, ser simplesmente. É isso que te peço, Senhor: a graça de ser de novo.

Encerramento:

Aprecio esse tempo que você reserva para meditar, refletir, respirar, ouvir o seu coração e dar um novo passo com humildade para mudar a sua história. Agradeço por seus comentários e por compartilhar esse episódio com  uma pessoa amiga. Entre em contato pelas redes sociais ou no meu site: www.idamarafreire.com.br abraços com alegria até o próximo episódio.’

Fontes das Leituras Citadas: Joan Chittister: Sabedoria que brota do cotidiano. José Tolentino Mendonça: Um Deus que dança. Site: Portal Natural.

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