Orar pelos amigos e inimigos

Orar pelos amigos e inimigos

Estou aqui olhando para Dalai e Lama e Desmond Tutu, esses dois amigos e líderes da Paz, busco inspiração  para agir. Pergunto para você: Quem está inspirando o seu voto nessas eleições? O medo ou amor?  A paz ou a violência? 

Recordo que durante uma entrevista o Dalai Lama falando sobre sua experiência como chefe de estado, ele nos recomenda a oração pelos nossos amigos e pelos nossos inimigos, pois não sabemos sobre o dia de amanhã, quando o seu melhor amigo pode ser tornar seu inimigo, e o seu inimigo pode se tornar seu melhor amigo.  

‘Se seu relacionamento com outra pessoa está passando por um período de dificuldades, a outra pessoa pode desejar unir-se a você em oração. Mesmo que ele ou ela não o desejem, ainda assim a oração é a resposta.’ Sugere Marianne Williamson, em seu livro de preces Illuminata. Se uma pessoa convidar o Espírito de Deus a entrar em alguma circunstância, então o Espírito Dele se manifestará.

Deus amado 

Rogamos-Vos, revelai Vosso amor a nós, no momento ele está obscurecido.

Dai-nos a paz e a saúde, pois estamos perdidos nas trevas do conflito e da separação. 

Entregamos a Vós nossas agressões e defesas. 

Entregamos todas as impressões que trazemos do passado.

Entregamos a Vós nossas posições e objetivos. 

Rogamos-Vos, ajudai-nos a enxergar o amor.

Rogamos-Vos, trazei-nos de volta ao caminho da paz. 

Purificai nossas mentes de todos os pensamentos que não sejam de auxílio.

Que nosso relacionamento renasça através de Vosso Espírito e de vossa graça.

Pedimos desculpas por …( diga o seu conflito).

Perdoamos as seguintes faltas: …(diga quais são).

Rogamos-Vos, limpai nosso caminho para que possamos enxergar  novamente a luz que é o nosso amor um pelo outro. 

Damos-Vos graças do fundo do coração. 

Amém.’

Escute o podcasts para cultivar um coração compreensivo:

https://anchor.fm/ida-mara-freire

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Paciência…

Paciência…

Silêncio, contemplação, recuperação da cirurgia, educar minha filha, cuidar da minha mãe, disponibilidade para  um novo relacionamento,  dar continuidade aos novos  projetos, tudo isso precisa de paciência, mas não só com os outros, mas também comigo mesma.  Aquela pergunta que deve ser feita várias vezes. O que realmente eu quero? É preciso paciência para ouvir a própria voz e também a dos outros. Eu já escrevi sobre isso nesse post: http://idamarafreire-com-br.umbler.net/voce-sabe-o-que-voce-quer/

A palavra  que surge do silêncio essa semana é a paciência.  Tenho enviado algumas mensagens para pessoas falando da minha recuperação mencionando que estou compreendendo  melhor a palavra “paciente”. Também escrevo  que estou me recuperando alegre e pacientemente…

A paciência é associada à ciência da paz.  Algumas pessoas comentam que com paciência e amor se alcança coisas aparentemente impossíveis…

Paciência… canta Lenine:

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não […]

A paciência é apresentada na descrição Paulina do fruto do Espírito, podendo ser cultivada na prática contemplativa. Na minha experiência com a meditação, a paciência  me parece ser uma das suas reverberações.

Quando sentamos para meditar e ao  concentrarmos na palavra-oração, essas  simples ações, continuarão agindo em nossa vida cotidiana, mesmo depois do término do período da meditação.

Como acontece  quando atiramos uma pedra na água observamos as ondulações, podemos até saber  quando começamos  uma ação, mas não quando essa termina.

Como a paciência ou a falta dela, afeta sua convivência com os outros?

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Convite:

Pessoas interessadas na Meditação Cristã. Uma vez por mês nos encontramos para praticar a meditação em grupo. Nosso próximo  encontro será sábado dia 21 de maio de 2016 das 17 às 18hs. Iniciamos com breves comentários ou dúvidas dos participantes acerca da meditação, depois fazemos a leitura da semana  da Comunidade Mundial da Meditação Cristão, em seguida compartilhamos o silêncio por 30 minutos seguidos. Encerramos com uma oração.  Lembramos que a finalidade do Grupo de Meditação é apoiar a prática diária individual.  Contato: idamara@idamarafreire.com

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana:

Caríssimos Amigos

Leitura de Domingo, 15 Maio 2016
Laurence Freeman, OSB
Laurence Freeman OSB, Newsletter da WCCM Internacional, Inverno de 2001.

A paz não é alcançada com a erradicação e a destruição do mal. Quando nos damos conta de nossos vícios, raiva, orgulho, ganância e luxúria, a tentativa de destruí-los facilmente se degenera em ódio a si mesmo. Afinal, se não podemos nos amar a nós mesmos, por que nos importarmos em amar aos outros? Melhor que destruir suas falhas, é trabalhar para pacientemente implantar as virtudes, um trabalho mais lento e menos dramático, mas muito mais eficaz. Adicionalmente, ao evitarmos os perigos da hipocrisia religiosa e do moralismo, criamos uma personalidade ativa mais agradável. Ocultas em todas as nossas falhas, que são a nossa capacidade para a maldade, há também as sementes de muitas virtudes. O terrorista pode ter tido a semente da justiça nele, antes que dele se apossassem sua própria raiva e, a ilusão de que ele seria o instrumento da ira divina. Quando combatemos a nós mesmos (muitos dos grandes fanáticos religiosos têm praticado a auto-negação) nos arriscamos a enormes danos colaterais: com a destruição de nossas próprias sementes de virtude. Todo tipo de violência é um crime contra a humanidade, pelo fato de privar o mundo de bondade desconhecida.

O primeiro passo na implantação das virtudes que por fim sobrepujarão os vícios, é o de estabelecer a virtude fundamental da prece regular e profunda. Através desse ritmo silencioso da prece, a sabedoria lentamente penetra nossa mente e nosso mundo. A sabedoria é o poder universal que, da maldade, gera o bem. Tal como nos diz o livro da Sabedoria: “a esperança da salvação do mundo reside num maior número de pessoas sábias”. Os sábios conhecem a distinção entre o auto-conhecimento e a auto-fixação, entre o desapego e o endurecimento do coração, entre correção e crueldade. Não há regras para a sabedoria. As regras nunca são universais. Mas, a virtude é.

Original em inglês:

An excerpt from Laurence Freeman OSB. “Dearest Friends,” WCCM International Newsletter, Winter 2001.

Peace is not achieved by rooting out and destroying evil. When we become aware of our vices – anger, pride, greed, lust – the attempt to destroy them easily degenerates into self-hatred. After all, if we cannot love ourselves why bother to love others? Better than destroying your faults is to work patiently to implant the virtues – a slower and less dramatic work but far more effective. And by avoiding the dangers of religious hypocrisy and self-righteousness, the work creates a more pleasant working personality. Hidden in all our faults – our capacity for evil – there are also the seeds of virtues, many virtues. The terrorist may have had the seed of justice in him before his anger and the delusion that he is the instrument of God’s wrath took him over. When we conduct war against ourselves (many of the greatest religious fanatics have been self-denying) we risk huge collateral damage: in the destruction of our own seeds of virtue. Every kind of violence is a crime against humanity because it deprives the world of unknown goodness.

The first step in implanting the virtues that will eventually overpower the vices is to establish the foundational virtue of deep and regular prayer. Through this silent rhythm of prayer, wisdom slowly penetrates our mind and our world. Wisdom is the universal power that brings good out of evil. As the book of Wisdom says, “the hope for the salvation of the world lies in the greatest number of wise people.” The wise know the distinction between self-knowledge and self-fixation, between detachment and hardness of heart, between correction and cruelty. There are no rules for wisdom. Rules are never universal. But virtue is.