“Se você deu à tristeza o espaço que ela exige, então poderá dizer com toda a sinceridade: a vida é bela e tão rica. Tão bela e tão rica que nos faz querer acreditar em Deus.”
— Etty Hillesum
Considero essa frase perfeita para a legenda do vídeo criado pelo aplicativo, que apareceu na tela como Memórias do Natal de 2015. Aqui estávamos em casa, na companhia da menina Hannah, da mana Ester e da mãe, Felícia.
Este é o primeiro Natal sem a presença da mãe entre nós, neste plano.
Ontem assisti a um TED de David Kessler, especialista em luto, no qual ele discute como encontrar sentido após a morte de uma pessoa querida. Ele afirma que:
– O sentido é relativo e pessoal; somente cada pessoa pode encontrar o seu próprio sentido.
– Pode levar tempo para encontrá-lo: alguns meses ou mesmo anos após uma perda.
– O sentido não exige compreensão. Não é necessário entender por que minha mãe morreu para encontrar sentido.
– O “porquê” a ser respondido não é por que a mãe morreu, mas por que estou viva.
Por que estou aqui?
Que sentido posso trazer para o meu viver?
Que sentido posso encontrar nas pessoas que estão vivas?
Quando consigo encontrar sentido, sou capaz de seguir em frente no meu luto, sem ficar presa a ele.
Kessler também oferece exemplos de como o sentido pode se manifestar após a morte de um ente querido — lembrando que cada pessoa pode encontrar caminhos próprios:
– Encontrar gratidão pelo tempo vivido com quem partiu.
– Encontrar gratidão pelo apoio recebido das pessoas ao redor.
– Reconhecer a brevidade da vida e o valor da nossa existência — a vida nem sempre dura o tempo que desejamos.
– Fazer mudanças na própria vida para honrar a pessoa amada; a transformação da nossa vida pode trazer significado à vida dela.
– Encontrar maneiras de celebrar a vida de quem partiu, em gestos pequenos ou grandes.
– Criar um projeto, um movimento ou uma ação em sua memória.
Honrar e demonstrar amor por aqueles que ainda fazem parte da nossa vida, aproveitando ao máximo os vínculos que permanecem.
Kessler também sugere o uso de perguntas como apoio para refletirmos sobre o sentido após a perda. Escrever as respostas em um diário pode ser um exercício fecundo, permitindo revisitar pensamentos enquanto exploramos o significado da vida e da ausência.
– O que aprendi com a perda?
– O que aprendi a valorizar? O que eu valorizava antes da morte da mãe?
– O que ela valorizava?
– Se a mãe enxergasse através dos meus olhos, o que eu gostaria de lhe mostrar?
– Como a vida dela transformou a minha?
– Como o amor dela moldou o meu ser no mundo?
– Como posso me inspirar na vida que ela viveu?
– Como posso ajudar pessoas que atravessam situação semelhante?
– O que posso fazer para levar alegria à vida de outras pessoas?
– Como posso levar alegria à minha própria vida?
Retomo, então, a citação de Etty Hillesum, com uma pequena alteração:
“Se você deu à tristeza o espaço que ela exige, então poderá dizer com toda a sinceridade: a vida é bela e tão rica. Tão bela e tão rica que nos faz querer amar a Deus.”


Gratidao por està postagem.
Sò o amor constroi🎊💖
A uniao Faz à força força 😘