Ela voltou com presença e com seus presentes.
A mulher jovem que voltou não é a mesma jovem mulher que partiu.
A mudança não é somente o penteado e a cor dos cabelos.
A bagagem não é somente a que está dentro das malas.
Penso que o período de cinco meses morando em outro país, para uma jovem que recentemente completou 21 anos, pode ser considerado um rito de passagem.
Uma experiência que possibilita à filhota fortificar seu espírito, sua alma e seu corpo e, com isso, ampliar a sua percepção de ser no mundo.
Aprecio sua coragem e sua resiliência para realizar seus sonhos.
Os ritos também nos lembram da nossa unidade com a comunidade. E aproveito para agradecer a todas as pessoas que gentilmente colaboraram, seja com uma conversa ou uma orientação.
À universidade pública e gratuita, por possibilitar que uma jovem negra participe de um programa de cooperação internacional.
Agradeço à minha irmã Jacinta e ao meu cunhado Didier por todo o cuidado, acompanhamento e acolhimento da filhota, além-mar.
E também à nossa querida amiga Rita e sua família, por garantirem um porto alegre e afetuoso durante essa travessia.
Seja bem-vinda, Kamile Hannah.
Com gratidão a Deus, recordamos sua promessa:
“Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.” Isaías 55:12.


