
Quarta-feira as 10hs\nLocal: Básico -\nEvento: TraduzIr -\nPromovido por: Estudantes do Curso de Pós-Graduação em Tradução da UFSC\nInformações: http://jornadatraduzir.wix.com/2016\nConversa Dançada:\nTecelãs da Existência: um ensaio acerca da liberdade\nPor Ida Mara Freire\nSinopse\nNesse ensaio entrelaço fios de vidas das mulheres negras que estão atadas ao fio da minha vida. Com os fios soltos das canções de Zezé Motta e dos escritos da filósofa Hannah Arendt teço este texto-existência. Na leitura dos ensaios e poemas de Marlene NourbeSe Philip, escritora afro-caribenha, me inspiro não só para resistir as amarras culturais hegemônicas, mas também transcendê-las, criando possibilidades de escrita que vincule a dinâmica da fala com a dinâmica da ação, compor um texto que se movimenta ora como dança através do espaço ora como uma canção, ritmada pelo tempo. Pois, criar e dançar uma coreografia é uma forma de fazer história. Como investiga Selma Treviños trata-se de uma ferramenta para animar o passado ou uma “escrita” acerca de algo que já foi feito, se concordamos que cada corpo carrega sua própria história, individualidade, memória, sentimentos e emoções. Na busca do entendimento desta minha breve existência danço, escrevo, teço palavras com fios desfiados da flor do útero das minhas ancestrais. Vasculho minhas lembranças e na memória corporal decifro a dor, encontro a raiz da violência, observo o medo, destilo a alegria, enfeito a doçura, mergulho na paz e conheço a liberdade.\nFotografia: Marina Moros\nCriação: Ida Mara Freire\nOrientação Coreográfica: Diana Gilardenghi\nOrientação Musical: Alberto Heller\nTexto Escrito: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36545

