Vamos Meditar Setembro

Vamos Meditar Setembro

Leitura  da Semana

A pergunta de Jesus “E você, quem você diz que eu sou?” é o presente que o rabbuni nos dá: seu próprio questionamento confere a “graça do guru”.
Em todas as épocas sua pergunta é o presente que espera ser recebido. Perene é o seu poder de simples e sutilmente despertar o autoconhecimento. São Tomé se utiliza do tempo presente quando fala da Ressurreição. Podemos entender que está dizendo que a ressurreição… transcende todas as categorias de tempo e de espaço. De modo semelhante os ícones da ressurreição na tradição ortodoxa sugerem a mesma transcendência e mostram que o poder que ressuscitou Jesus está presente e sempre ativo.
O trabalho essencial do mestre espiritual é apenas esse: não o de nos dizer o que fazer, mas nos ajudar a enxergar quem somos. O Eu que passamos a conhecer através da graça não é um pequeno ego separado e isolado que se apega às suas recordações, desejos e temores. Trata-se de um campo de consciência semelhante e indivisível em relação à consciência que é ao mesmo tempo o Deus cósmico e a revelação bíblica: o grande Eu Sou.

original em inglês:
An excerpt from Laurence Freeman OSB, JESUS: THE TEACHER WITHIN (New York: Continuum, 2000).

The question that Jesus asks, “And who do you say I am?” is the rabbuni’s gift to us: its very asking bestows the “grace of the guru.”

In every era his question is the gift waiting to be received. Its power to simply, subtly awaken self-knowledge is perennial. St Thomas uses the present tense when he speaks of the Resurrection. He can be understood to be saying that the resurrection. . . transcends all categories of space and time. In a similar way icons of the resurrection in the Orthodox tradition suggest the same transcendence and show that the power that raised Jesus is presently and continuously active.

The essential work of a spiritual teacher is just this: not to tell us what to do but to help us see who we are. The Self we come to know through grace is not a separate, isolated little ego-self clinging to its memories, desires and fears. It is a field of consciousness similar to and indivisible from the consciousness that is the God of cosmic and biblical revelation alike: the one great I AM.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

#3 Segredos para Transformar suas Memórias Corporais

#3 Segredos para Transformar suas Memórias Corporais

 

Você já parou para pensar como seria você olhar para uma cicatriz e falar eu não sou Pablo Neruda mas confesso que vivi! Como posso transformar minhas memórias corporais? Quem de vocês tem alguma cicatriz que incomoda vocês? Eu tenho várias, uma bem recente até… mas essa eu vou falar outro dia. E vocês vão saber porque. Hoje eu quero falar de uma cicatriz no meu pé direito. Eu não tinha um ano de idade, quando queimei meu pé engatinhando no quintal.
Como conta minha mãe… eu engatinhava no quintal perto do fogão à lenha que minha mãe fervia roupa. Eu ia atrás do meus irmãos e irmãs. Minha mãe conta, que eu chorava de dor e ninguém sabia o motivo. Só foram descobrir quando minha mãe foi me dar banho. Com isso eu demorei para caminhar sozinha, tinha medo de me queimar novamente. Entre os seis irmãos, fui a filha que mais demorou para caminhar, fui fazer isso com dois anos de idade.

Essa historia veio à memória quando recentemente, participei de uma cerimônia de inspiração indígena de andar sobre as brasas. Foi durante a minha formação em Liderança para Mulheres com a Mentora Sage Lavine,  em Scott  Valley, Califórnia, E.U. –  que me deparei olhando para o fogo  e me perguntando quais seriam as minhas reais motivações  para arriscar-me andar sobre as brasas, a resposta veio silenciosa como um pensamento é: Você já andou sobre as brasas!

Assustei-me com essa lembrança, e  a cicatriz no meu pé direito, tomou nova dimensão. Sim, já conheço o poder do fogo em meus pés. E assim, decidi caminhar, a primeira vez, fiz o trajeto lidando com o medo infantil que ainda havia em mim. Em seguida, andei de mãos dadas com uma amiga, que precisava de coragem para fazer a travessia .  Na terceira vez, caminhei com minhas três amigas colaboradoras. Por fim, uma última vez, caminhei sobre as brasas  com a palavra  compromisso. Como isso reverbera na pessoa que sou hoje: Eu aprendo a lidar com o medo, posso  em alguns  momentos  usar o medo como guia, mas, escolho o amor. Escutar a minha criança interior e oferecer minhas mãos e perguntar para ela: Vamos? Sim, o meu compromisso com o amor deve ser maior que o meu medo.

Quais seriam os #3 segredos?  Primeiro, ao  contar essa história, foi me exigido
a clareza mental, aliada à um coração compreensivo.   Segundo, o caminhar sobre  o fogo me proporcionou liberdade de expressão, passar quatro vezes  pelas brasas, já me fez  dançar essa história com criatividade, presença  e alegria. Terceiro, ao compartilhar essa história com vocês,  favorecida pela confiança  da escuta permite me reconciliar com meu passado dolorido.
E estou aqui para oferecer para vocês um processo criativo para vocês transformarem as memórias corporais de vocês e vivenciar o poder da alegria. Esse processo  são as Jornadas da Primavera, assunto do próximo post.

Em que momento de sua vida que você transformou uma memória corporal?