“Qual a diferença entre realidade e irrealidade?

“Qual a diferença entre realidade e irrealidade?

“A verdadeira tragédia de nossos tempos é que estamos tão cheios de desejos, por felicidade, por sucesso, por prosperidade, por poder, quaisquer que sejam eles, que estamos sempre nos imaginando como poderíamos ser.”

Vamos meditar sábado sobre esse assunto. Nossos encontros mensais estão iniciando. O objetivo do nosso Grupo é oferecer um espaço para praticar a meditação acompanhado de outras pessoas que estão trilhando o mesmo caminho da experiência contemplativa. Também é um momento para encorajar a prática diária. Fazemos parte de uma comunidade mundial, acesse o site para conhecer melhor:

Eis aqui a reflexão dessa semana. Crescer em Deus.

“Qual a diferença entre realidade e irrealidade? Acredito que uma maneira pela qual poderemos entender isso, é a de enxergar a irrealidade como produto do desejo. Uma coisa aprendemos com a meditação, abandonar o desejo, e aprendemos porque sabemos que somos convidados a viver integralmente o presente momento. A realidade exige a imobilidade e o silêncio. Esse é o compromisso que assumimos ao meditar. Tal como todos podemos descobrir por experiência própria, na imobilidade e no silêncio, aprendemos a nos aceitar assim como somos. Isso soa muito estranho aos ouvidos modernos, principalmente aos modernos cristãos, que foram educados para praticar muito esforço, ansiosamente: “Eu não deveria ser ambicioso? Que será de mim se eu for uma má pessoa, eu não deveria desejar ser melhor?
A verdadeira tragédia de nossos tempos é que estamos tão cheios de desejos, por felicidade, por sucesso, por prosperidade, por poder, quaisquer que sejam eles, que estamos sempre nos imaginando como poderíamos ser. Tão raramente acontece de chegarmos a nos conhecer tal como somos e, de aceitarmos nossa posição atual. Mas, a sabedoria tradicional nos diz: saiba que você é e, que você é como é. Pode muito bem acontecer de sermos pecadores e, se assim for, é importante que saibamos que o somos. Muito mais importante para nós, porém, é sabermos por experiência própria que Deus é a base de nosso ser, e que nele estamos arraigados e fundamentados. . . Essa é a estabilidade de que todos precisamos, não do esforço e da dinâmica do desejo, mas, da estabilidade e da imobilidade do enraizamento espiritual. Em nossa meditação e em nossa imobilidade em Deus, cada um de nós está convidado a aprender que nele temos tudo que precisamos. [….] Leitura de Domingo, 17 Março 2019. John Main OSB, O CAMINHO DO NÃO CONHECIMENTO (Petrópolis, Ed. Vozes, 2010)”

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.
 
original em inglês:
From John Main OSB, “Growing in God,” THE WAY OF UNKNOWING (New York: Crossroad, 1990), pp. 79-81.

What is the difference between reality and unreality? I think one way we can understand it is to see unreality as the product of desire. One thing we learn in meditation is to abandon desire, and we learn it because we know that our invitation is to live wholly in the present moment. Reality demands stillness and silence and presence. And that is the commitment that we make in meditating. As everyone can find from their own experience, we learn in the stillness and silence to accept ourselves as we are. This sound very strange to modern ears, above all to modern Christians who have been brought up to practice so much anxious striving: “Shouldn’t I be ambitious? What if I’m a bad person, shouldn’t I desire to be better?”
The real tragedy of our time is that we are so filled with desire, for happiness, for success, for wealth, for power, whatever it may be, that we are always imagining ourselves as we might be. So rarely do we come to know ourselves as we are and to accept our present position. But traditional wisdom tells us: know that you are and that you are as you are. It may well be that we are sinners and if we are, it is important that we should know that we are. But far more important for us is to know from our own experience that God is the ground of our being . . . This is the stability that we all need, not the striving and movement of desire, but the stability and the stillness of spiritual rootedness. Each of us is invited to learn in our meditation, in our stillness in God, that we already have everything that is necessary. [….]

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Vamos  meditar

Vamos meditar

[Grupo de Meditação Cristã]  Encontro Mensal – quinta-feira 31/05/2018 das 16h-17h:30.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana

“E não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos, renovando a vossa mente” (Romanos 12, 2).

“A vida do espírito na natureza humana é uma contínua repadronização. O salto de fé, a cujo aperfeiçoamento dedicamos nossas vidas, é simplesmente o único salto pelo qual deixamos que nossas mentes sejam transformadas e, que todo nosso ser seja transfigurado. Em vez de lermos “este mundo”, leiamos “ego”: a parte que pensa que é o todo. Ele veio a bloquear involuntariamente e, a distorcer inconscientemente, o mistério da vida, em razão dos padrões que ele criou através da dor e da rejeição; a percepção de um mundo sem amor. [. . .]

Mesmo se a meditação nada mais fosse do que uma breve imersão diária no reino interior, mereceria nossa completa atenção. Porém, ela é mais do que uma fuga temporária da prisão de nossos padrões de medo e de desejo. Por mais complexos que sejam esses padrões, que nos fazem temer a morte e o verdadeiro amor que são necessários ao nosso crescimento e sobrevivência, a meditação os simplifica a todos. Dia após dia, meditação após meditação, esse processo de simplificação prossegue.

Gradualmente nos tornamos mais destemidos, até saborearmos a total liberdade do medo, na felicidade de nos sentirmos libertos das imagens e recordações do desejo. E, então, e, até mesmo antes disso, nos tornamos úteis aos outros, aptos a amar sem medo ou desejo. . . livres para servir o Ser, que é o Cristo interior. [Carta de Número Três. Laurence Freeman OSB, WEB OF SILENCE (London: Darton, Longman, Todd, 1996), pgs. 28-29, 31.]

Original em inglês:
An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Letter Three,” WEB OF SILENCE (London: Darton, Longman, Todd, 1996), pp. 28-29,31.
“Adapt yourselves no longer to the pattern of this present world, but let your minds be remade and your whole nature thus transformed” (Romans 12:2).
The life of the spirit in human nature is a continual repatterning. The step of faith we spend our lives perfecting is simply the one step by which we let our minds be remade and our whole being transfigured. For “this present world” let us read “ego”: the part that thinks it is the whole. It has come involuntarily to block and unconsciously to distort the mystery of life because of the patterns it had formed through pain and rejection; the perception of a world without love. [. . . .] Even if meditation were no more than a brief daily dip into the kingdom within us, it would merit our complete attention. But it is far more than a temporary escape from the prison of our patterns of fear and desire. Complex as these patterns are, making us fear the death and the true love that are necessary for our growth and survival, meditation simplifies them all. Day by day, meditation by meditation, this process of simplification proceeds.
We become gradually more fearless until, in the joy of being released from the images and memories of desire, we taste total freedom from fear. And then —and even before then— we become of use to others, able to love without fear or desire. . . released to serve the Self which is the Christ within.

Palavras que surgem  do silêncio

Palavras que surgem do silêncio

Hoje apresento aqui uma nova sessão intitulada “Palavras que surgem do silêncio”. Como vocês  sabem prático  desde 2004 a meditação cristã.  Enquanto  se  está no silêncio, não há nada a fazer, apenas ouvir a reverberação da palavra-oração pulsando no coração.  Geralmente começo meu dia assim, e em seguida escrevo. Muitos dos textos  que escrevo são oriundos  do silêncio, das minhas caminhadas… E vocês também sabem que eu sou apaixonada por fotografia. Como tenho recebido muitas mensagens com imagens, parece-me divertido explorar essa possibilidade de mesclar  palavras com imagens e partilhar com vocês a minha percepção do mundo.

Quais são as palavras que surgem  do seu  silêncio?