Escrita Mínima

Escrita Mínima

Por Ida Mara Freire

Nessa Semana que comemoramos o Dia Internacional da Dança, aproveito para apresentar o site Danças Invisíveis e Outras Corpografias, um espaço para comunicação, criação e divulgação das minhas experiências com a dança. Essa semana iniciamos as atividades na ACIC- Associação Catarinense de Integração do Cego, com o tema  Dança e Percepção. O encontro começou com as participantes massageando as próprias mãos, em seguida contornamos as mãos e contamos suas histórias, lemos João Gilberto Noll, desfrutamos e criamos dança na escuta atenta do dedilhar do violão de Almir Sater. E hoje inspirada nesse encontro e na história de V. surge no exercício, a escrita mínima com 130 palavras, ilustrada com a imagem que meus olhos filtraram entre a luz e a sua sombra.  Como você pode conferir na postagem intitulada O ser na mão dela. Agradeço desde já sua visita no site, e saiba que seus comentários e sugestões são super bem-vindos…

O Ser na mão dela

O Ser na mão dela

 Por Ida Mara Freire em conversas com V.

O ser na minha mão. Sentimental. Não é meloso. Não é ficar dolorida.  Mas,  é  você ter  uma palavra…  Pegar na mão, fazer um afago,  participar com alguma  coisa.  Se há algo que me aconteceu, que marcou,  a vida deu uma virada para melhor, foi a morte do meu pai. Eu  tinha 8 anos. Eu perguntava dentro de mim:  Por que  a vida não era assim  quando ele estava vivo?  Um som que me preenche toda: a música.  Cores que evito: o  preto, fico muito fechada, e o vermelho, acho escandaloso.  Desejos já realizados: a filha mais moça já  se formou. Consegui conquistar todas as metas da vida: Namorei. Casei. Tenho filhos, netos e bisnetos.  Um desejo… recuperar um pouco a visão para ver  meus bisnetos.  A mão se mostra  solidária.