Dança e Pesquisa na África do Sul

Dança e Pesquisa na África do Sul

Na próxima semana estará ocorrendo no Programa de Pós-graduação em Educação,  o Seminário Especial:–

IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÃO NA ÁFRICA DO SUL

Ministrante: Prof. Dr. Gerard Samuel (University of Cape Town/África do Sul)
Professora Convidada: Ida Mara Freire
Tradutora: Adriana Miranda da Cunha
Coordenação do Seminário: Profªs. Joana Célia e Eliane Debus

Promovido pela Linha de Investigação: Ensino e Formação de Educadores

Grupos de Estudos: ALTERITAS: diferença, arte e e educação; LITERALISE e NUVIC

Períodos: 21 a 24 de novembro/2016

Dias: 21 a 23 das 8:30h as 11:30h
 – 24 das 19:00h as 22:00h

Local: Sala 631 – Bloco A/CED/UFSC

21/11 – Noção de Identidade
- Identidade e transformação na África do Sul

22/11 – Construção cultural e interculturalismo
- Relato de pesquisa de campo na África do Sul

23/11 – Dançando na África do Sul Nova: mpantsula e isicathamiya
- Exercícios de escrita
24/11 –  19h Mostra de Documentários da África do Sul 

Local: Biblioteca Comunitária Barca dos Livros.

Filme: Mama Goema,

Direção: Calum MacNaughton, Sara Gouveia e Angela Ramirez.

Curadoria e produção de Adriana Miranda da Cunha

Mostra de Cinema Sul Africano

Mostra de Cinema Sul Africano

Por Ida Mara Freire
Participar como mediadora na Mostra de Cinema Sul Africana, com curadoria de Adriana Miranda, promovida pelo Museu da Imagem e do Som, foi uma experiência que fez reconhecer como um ano passado na África do Sul alterou minha existência e minha percepção do outro. Cada filme da mostra foi trazendo a memória do tempo vivido com minha filha, no primeiro dia dao filme Into the Shadows – Nas Sombras de Pepe Bonet e Line Hadsbjerg, conta o sofrido dia a dia dos imigrantes, as imagens em preto e branco dos cultos na Igreja Metodista avivou a experiência colorida e multicultural que fazia parte de nossas manhãs de domingo. No segundo dia a música de protesto no filme This is Zamrock de Calum MacNaughton e o ritmo de Mama Goema de Angela Ramirez, Sara Gouveia e Calum MacNaughton, foram suficientes para sentir embalada e revisitar a bela Cidade do Cabo. Ao mediar o filme Miners shot-down Mineiros Abatidos dirigido por Rehad Desai, na terceira noite da mostra juntamente com o antropólogo sul africano Mathew Wilhelm-Solomon e o policial,cientista Social Gabriel Paixão, a dança sul africana toyi-toyi foi o foco da minha contribuição, destaquei três pontos:a) a dança como uma ação não-violenta; b) a dança que cria comunidade; c) a dança que transforma o opressor. Refletindo com Hannah Arendt e sua noção da banalidade do mal, indaguei se uma pessoa que dança/pensa pode fazer o mal? A questão central, no entanto, é quando se esquiva dessa interação consigo mesmo. Pois, essa habilidade de distinguir o certo e o errado, o belo e o feio, pode impedir a ocorrência de catástrofe, ao menos para si mesmo.
Veja alguns vídeos sobre a mostra:

http://www.africandocumentaryfestival.com/