Vamos Meditar em Julho

Vamos Meditar em Julho

Nessa imagem  registro um dos caminhos do  campus 1440 Multiversity, Scotts Valey, Califórnia, E.U.,  que percorri enquanto participava dos retiros com a comunidade “Women Rocking Business”.  Caminhos da quietude, ouvir o coração para servir melhor.  E assim, entre uma viagem e outra, a pausa. Vamos meditar sábado dia 07 de julho das 16h às 17:30.  Se o tempo colaborar, vamos fazer nossa  caminhada contemplativa.  Espero vocês.

Enquanto isso, medite por trinta minutos.
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana:

“[A] meditação trata de viver o momento de Cristo, como John Main entendeu tão profundamente. Não se trata de pensar em Cristo, como ele foi ou como ele virá novamente, mas de estar com ele agora e ser transformado em seu ser. Esse não é um momento histórico estático, mas um fluir, um florescer e o desdobramento do mistério do próprio Ser…
Praticar a meditação é o único meio de aprender o significado da meditação, e como o seu significado é muito mais do que parece, para aqueles que querem extrair algo dela a curto prazo; e muito, muito mais do que pensam aqueles que, ao meditar, estão fazendo alguma coisa acontecer.

Ao aprendermos a meditar, conseguimos entender como devemos repetir o mantra, e a maneira pela qual repetimos o mantra, representa muito bem a maneira pela qual somos, a maneira pela qual amamos, e a maneira pela qual amamos o dia-a-dia.

Deveríamos repetir o mantra sem impaciência, sem esforço ou qualquer intenção de violência. O propósito do mantra não é o de bloquear nossos pensamentos. Não se trata de um dispositivo de obstrução. Se os pensamentos nos atacam quando estamos meditando, nós damos a outra face. Ao repetirmos o mantra suavemente, aprendemos dEle que tem um coração gentil e humilde. . .

Nossas vidas tornar-se-ão, no dia-a-dia, o comentário acerca de nossa prece. Nossa prece, então, não mais consistirá num infindável comentário acerca de nossas vidas. Nós mesmos, permanentemente, teremos nos tornado prece. . .”

Vamos Meditar:

Nosso encontro será sábado 07 de Julho  das 16h às 17:30.

Esperamos incluir  alguns minutos de caminhada contemplativa.

 

Original em inglês
An excerpt from Fr. Laurence Freeman: Dearest Friends, WCCM International Newsletter, January 1997.
[M]editation is about living in the moment of Christ as John Main understood so deeply. It is not about thinking of Christ as he was or how he will come again but about being with him now and being transformed in his being. This is not a static historical moment, but a flowing, a flowering and an unfolding of the mystery of Being itself. . . .
To practice meditation is the only way to learn what meditation means and how its meaning is much more than it may seem to those who want to get something short-term out of it; and much more than those who think that by meditating they are making something happen. By learning to meditate we come to understand how we should say the mantra and the way we say the mantra is very much the way we are, the way we love and the way we love day by day.
We should say the mantra without impatience, without force or any intention of violence. The purpose of the mantra is not to block out thoughts. It is not a jamming device. If thoughts attack us while we are meditating we turn the other check. In saying the mantra gently we learn from Him who is gentle and humble of heart. . . .
Our lives will, day by day, become the commentary on our prayer. Our prayer will then no longer consist in endlessly commenting on our lives. We will ourselves permanently have become prayer. . .

 

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Saiba mais: 

http://www.wccm.com.br

Estou feliz pelo seu interesse pela meditação.

 

Devagar ao caminhar

Devagar ao caminhar

 

Na caminhada contemplativa
O interesse não está
Na distância percorrida
Mas na presença e inteireza
Em cada passo dado

Como o pescador
Vê na isca
O peixe fisgado

No passo dado
Vejo na água
Minha sombra fisgada
Na ponta do anzol
Do meu olhar
Ancorado no chão
Fluido

Longe iluminado
Pelo sol
Está o barco
De pesca

Seria o sol
Uma isca
A fisgar a dor
Do solitário
Pescador?

 

Pergunto para vocês hoje,  o seu interesse está na distância  percorrida ou estar presente e inteira em cada passo dado?

“Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais,”  canta Amir  Sater,  nos inspirando a  contemplar cada passo dado nessa vida.

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Tocando Em Frente
Almir Sater

Um dia, um passo… Um dia, uma página.

Um dia, um passo… Um dia, uma página.

Ela caminha na praia, após deixar a filha na escola. Uma manhã outonal. A areia fofa convida para ser sentida de corpo inteiro. Ela tira as sandálias ao se aproximar da água.

Molha os pés renova-se no mesmo instante.

O sol, o mar, a ilha, a montanha, as dunas, realidade pura a sustentar seu lento caminhar.

É assim que ela percebe que está viva.
O corpo está mais leve. Avalia.

Nota a dificuldade de caminhar no ritmo lento ao se perceber diante da vastidão da praia,

o barulho das ondas,

a memória dos passos ligeiros já apagados em seu vago pensar…

Desacelera.

Busca apoiar o olhar.

No pássaro, na concha, na rocha em alto mar.

O passo se afunda, a medida que água inunda o caminhar e os pés ficam sem base firme para o corpo equilibrar.

Um novo mês, um novo ano, um novo projeto: Um dia, uma página.

Qual será o seu próximo passo?

O gosto dos caminhos recomeçados

“O que te peço, Senhor, é a graça de ser.

Não te peço sapatos, peço-te caminhos.

O gosto dos caminhos recomeçados, com suas surpresas e suas mudanças.

Não te peço coisas para segurar, mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida.

Não te peço que pares o tempo na minha imagem predileta, mas que ensines meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade.

Afasta de mim as palavras que servem apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias.

Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros.

Mesmo quando não posso ou quando não tenho, sei que posso ser, ser simplesmente.

É isso que te peço, Senhor: a graça de ser de novo.”

[José Tolentino Mendonça, Um Deus que Dança]