O invisível na dança: exercícios contemplativos

O invisível na dança: exercícios contemplativos

O invisível na dança: exercícios contemplativos

Por Ida Mara Freire

Estou iniciando uma série de postagem no blog intitulada “O invisível na dança: exercícios contemplativos”, motivada por vocês: estudantes, professores, pesquisadores e pessoas interessadas na dança na contemporaneidade, que tempos em tempos recebo convites para uma conversa sobre escrita, silêncio, processo criativo na dança,   outros me perguntam sobre os temas que tenho publicado aqui no site como por exemplo, a cegueira, a meditação, África do Sul.  O exercício que pretendo publicar aqui semanalmente contém sugestões de atividades que envolvam o ver ou o não ver, o ler e, o escrever.  Atualmente, quem aprecia dança é convidado a construir sentidos daquilo que vê e daquilo que não vê. A ideia aqui é chamar atenção para tantas coisas que estão ou não presentes na dança. Também pretendo, com isso, criar um espaço de troca, e continuar contando com os comentários de vocês sobre suas experiências de apreciação da dança e suas sugestões de temas que gostariam de saber mais sobre o assunto. Agradeço a atenção e a disposição de vocês!

O exercício contemplativo dessa semana tem como foco a iluminação na dança, apresento como  sugestão dois trabalhos de dança: a Ação 3, do projeto Corpo, Tempo e Movimento e a estreia do Balé Cidade de São Paulo em SP, a leitura sobre a arte da iluminação; e escrita acerca da observação da luz…

Segunda-feira, dia 6 de junho 11 horas da manhã, no Largo da Alfândega, se chover a ação será cancelada, Diana Gilardenghi e Sandra Nunes estarão apresentando a Ação 3 intitulada Linhamar do projeto Corpo, Tempo e Movimento, será um ótimo exercício de percepção da luz em espaço aberto.

Quem tem possibilidade de assistir em São Paulo a estreia dia 08 de junho do Balé da Cidade de São Paulo, no Theatro Municipal vai poder constatar um espetáculo assinado por   três coreógrafos internacionais: “Corpus” do português André Mesquita, que em entrevista com Fabiana Seragusa: diz que: “Ver a dança é ver o corpo revelado, sua potência e sua eloquência… A dança é uma filosofia observável”; “Adastra” é assinada pelo coreógrafo catalão Cayetano Soto, o vídeo https://youtu.be/XQVTLYCbYVE mostra algumas das suas obras, e, “O balcão do amor” quem assina é o israelense Itzik Galili; primoroso em seu trabalho com a luz, já fez parceria com Yaron Abulafia autor do “The Art of light”, que aproveito para indicar a leitura  aos interessados no tema da iluminação, o acesso ao livro ao primeiro capítulo do livro em inglês, que aborda a iluminação nas dimensões estética, fenomenológica, semiótica e poética, pode ser no site do autor http://www.yaronabulafia.com/book/

Para as pessoas interessadas na escrita, vou sugerir o exercício inspirado na leitura do livro “Word Painting” de Rebecca McClanahan:

* Para engajar nosso olho imaginativo, mude   um ato comum ou habitual e acrescente uma nova dimensão. Por exemplo, beba meio copo de água de três diferentes maneiras,   em três lugares iluminados distintamente: muita luz, pouca luz, e com os olhos fechados. Em seguida, escreva uma descrição de cada experiência. Escreva aqui no site seu comentário sobre qual sentido ficou mais evidente em cada situação?