Meditação em grupo 23 de julho

Meditação em grupo 23 de julho

Convite para meditar
Nosso encontro mensal será sábado dia 23 de julho de 2016- 17 hs.
Vamos meditar… no entanto, “a solidão, o silêncio e a oração não devem significar a fuga do mundo, mas sim um recolhimento necessário, um distanciamento, no sentido de agir com mais discernimento neste mesmo mundo(Thomas Merton in: Sibélius C.Pereira).

Carta Nove
Laurence Freeman, OSB
COMMON GROUND: Letters to a World Community of Meditators (New York: Continuum, 1999), pgs. 103-104.

Quanto mais conscientes estivermos do verdadeiro ser, mais veremos nossa atitude se modificar em relação aos outros, na maneira como mantemos nossas relações com eles. O medo diminui, o amor generoso aumenta; as reações iradas cedem lugar à sabedoria do perdão; o julgamento é absorvido pela paciência. Em lugar do controle e da manipulação, que aos olhos do ego é o que faz o mundo girar, vislumbra-se uma surpreendente liberdade, como real possibilidade nos negócios humanos: a liberdade que surge quando as pessoas permitem, umas às outras, que elas sejam quem realmente são. [. . .]
Mas, que grande risco. O grande risco que assumimos na meditação é, antes de mais nada, o de sermos nós mesmos. Este é o primeiro passo. Mas, se não dermos o correspondente próximo passo, jamais nos moveremos de onde estamos; estaríamos saltando em uma só perna toda a nossa vida. O próximo passo é o de assumirmos o risco de deixar que os outros sejam eles mesmos. A maneira de fazermos isso, é percebermos que a realidade deles é distinta da nossa. [. . .]
A grande ação da contemplação é a de voltarmos a atenção para fora de nós mesmos, na direção da realidade maior que, “fora de nós”, nos contém. É a mesma ação da contemplação, qualquer que seja a maneira pela qual consigamos fazê-la: nos relacionamentos, na arte, no serviço e, na prece. Certamente, uma maneira fundamental de fazê-lo, é a de aprendermos a meditar, uma arte de aprendizado vitalícia. Meditar é aprender a viver contemplativamente em tudo o que fazemos [para], tal como Santo Antão do deserto certa vez exortou seus discípulos: “sempre respirar Cristo”.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Texto original em inglês


 
An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Letter Nine,” COMMON GROUND (New York: Continuum, 1999), pp. 103-104.
The more conscious of the true self we are, the more we see our attitude to others change in the way we live out our relationship with them. Fear diminishes, generous love grows; reactive anger yields to the wisdom of forgiveness; judgement is absorbed by patience. In the place of the control and manipulation which, in the ego’s eyes, makes the world go round, an amazing freedom is glimpsed as a real possibility in human affairs: the freedom that arises when people let each other be who they are. [. . . ] But what a risk. The great risk we take in meditation is first of all to be ourselves. This is the first step. But if we do not take the corresponding next step, we would never move from where we are; we would be hopping on one leg all our life. The next step is to take the risk of letting others be themselves. Perceiving their reality as distinct from our own is the way to do this. [. . . .] Turning attention away from ourselves toward the greater reality “outside us” that contains us is the great act of contemplation. It is the same act of contemplation however we manage to do it—in relationships, in art, in service, and in prayer. Certainly, learning to meditate—a lifelong art to learn—is a fundamental way to do it. But it is not limited to the actual work of meditation. To meditate is to learn how to live contemplatively in everything we do, [to], as St Antony of the desert once called his disciples to do: “always breathe Christ.”

Encontro Meditação sábado 25 de junho

Encontro Meditação sábado 25 de junho

Sábado vamos nos encontrar para meditar as 17hs.
Enquanto isso:
Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana

Pensamento, Sentimento, Amor

extraído de John Main OSB, O Caminho do Não Conhecimento (São Paulo: Ed. Vozes, 2009), pgs. 219-222.

A vida espiritual baseada apenas no pensamento é provavelmente tão seca quanto o pó; baseada apenas na emoção, provavelmente, nos conduz àquele tipo de intolerância religiosa que surge quando nossos pensamentos escapam de suas amarras. O nosso chamado é no sentido de estar enraizado e fundado no amor.
É claro que pensamento e sentimento são elementos essenciais em cada peregrinação; mas Jesus chama cada um de nós a ir além disto, em direção à presença todo-poderosa e todo-amorosa de Deus em nosso coração. O que precisamos descobrir, na meditação e, segundo penso, o que cada um de nós deve descobrir, se quiser viver a sua vida plenamente, é que a realidade de Deus é o único fundamento sobre o qual nós podemos construir. Qualquer pensamento sobre Deus, qualquer emoção que diz respeito a Ele é sujeita às constantes mudanças de nossos níveis transitórios de consciência. A meditação é o despertar para a realidade de Deus naquele nosso nível interior, onde não temos um altar-imagem ou um culto de devoção a Deus, mas onde Ele simplesmente é, em sua pura e graciosa autodoação. Essa presença é a única suprema sanidade, porque Deus é a suprema realidade. Só em Deus podemos encontrar a coragem para ver o que está para ser visto, para trilhar o caminho que devemos percorrer. Só em Deus podemos encontrar a força para carregar a nossa cruz. E só em Deus podemos descobrir que essa cruz é um fardo leve e doce.
No curso geral de nossa vida de peregrinação não rejeitamos o pensamento, não rejeitamos a emoção, mas reconhecemos que, se a peregrinação deve levar-nos à realização do puro ser de Deus, devemos transcendê-los por uma disciplina que se torna, como o fardo, leve e doce. A nossa meditação é essa disciplina. […]

original em inglês

An excerpt From John Main, “Thought, Feeling, and Love,” THE WAY OF UNKNOWING (New York: Crossroad, 1990), pp. 103-104.

The spiritual life that is based on thought alone is likely to be as dry as dust. The spiritual life based on emotion alone is likely to lead us to the sort of religious intolerance that arises when our feelings escape from their moorings. Our call is to be rooted and founded in love.

Of course, thought and feeling are essential elements in every pilgrimage; but the call of Jesus, to each of us, is to pass beyond them to the reality of God’s all-powerful, ever-loving presence in our hearts. What we have to discover in meditation, and what each of us must discover if we are to live our lives to the full, is that the reality of God is the only foundation we can build on. Any thought of God, any emotion concerning God, is subject to the shifting sands of our impermanent levels of consciousness. Meditation is the awakening to the reality of God at that level in ourselves where we do not have a shrine-image of him or a cult-devotion to him, but where God is, in pure and gracious self-giving. This presence is the only ultimate sanity because God is the ultimate reality. In God alone can we find uncompromising gentleness. In God alone can we find the courage to see what is to be seen, to travel the road we must travel. In God alone can we find the strength to take up our cross. And in God alone can we find that cross to be a burden sweet and light.

In the overall course of our life’s pilgrimage we do not reject thought; we do not reject emotion. But we recognize that if the pilgrimage is to bring us to the fulfillment of God’s pure Being, we must transcend them by a discipline that becomes, like the burden, sweet and light. Our meditation is that discipline. [. . . ] inShare

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Convite:

Pessoas interessadas na Meditação Cristã. Uma vez por mês nos encontramos para praticar a meditação em grupo. Nosso próximo  encontro será sábado dia 21 de maio de 2016 das 17 às 18hs. Iniciamos com breves comentários ou dúvidas dos participantes acerca da meditação, depois fazemos a leitura da semana  da Comunidade Mundial da Meditação Cristão, em seguida compartilhamos o silêncio por 30 minutos seguidos. Encerramos com uma oração.  Lembramos que a finalidade do Grupo de Meditação é apoiar a prática diária individual.  Contato: idamara@idamarafreire.com

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana:

Caríssimos Amigos

Leitura de Domingo, 15 Maio 2016
Laurence Freeman, OSB
Laurence Freeman OSB, Newsletter da WCCM Internacional, Inverno de 2001.

A paz não é alcançada com a erradicação e a destruição do mal. Quando nos damos conta de nossos vícios, raiva, orgulho, ganância e luxúria, a tentativa de destruí-los facilmente se degenera em ódio a si mesmo. Afinal, se não podemos nos amar a nós mesmos, por que nos importarmos em amar aos outros? Melhor que destruir suas falhas, é trabalhar para pacientemente implantar as virtudes, um trabalho mais lento e menos dramático, mas muito mais eficaz. Adicionalmente, ao evitarmos os perigos da hipocrisia religiosa e do moralismo, criamos uma personalidade ativa mais agradável. Ocultas em todas as nossas falhas, que são a nossa capacidade para a maldade, há também as sementes de muitas virtudes. O terrorista pode ter tido a semente da justiça nele, antes que dele se apossassem sua própria raiva e, a ilusão de que ele seria o instrumento da ira divina. Quando combatemos a nós mesmos (muitos dos grandes fanáticos religiosos têm praticado a auto-negação) nos arriscamos a enormes danos colaterais: com a destruição de nossas próprias sementes de virtude. Todo tipo de violência é um crime contra a humanidade, pelo fato de privar o mundo de bondade desconhecida.

O primeiro passo na implantação das virtudes que por fim sobrepujarão os vícios, é o de estabelecer a virtude fundamental da prece regular e profunda. Através desse ritmo silencioso da prece, a sabedoria lentamente penetra nossa mente e nosso mundo. A sabedoria é o poder universal que, da maldade, gera o bem. Tal como nos diz o livro da Sabedoria: “a esperança da salvação do mundo reside num maior número de pessoas sábias”. Os sábios conhecem a distinção entre o auto-conhecimento e a auto-fixação, entre o desapego e o endurecimento do coração, entre correção e crueldade. Não há regras para a sabedoria. As regras nunca são universais. Mas, a virtude é.

Original em inglês:

An excerpt from Laurence Freeman OSB. “Dearest Friends,” WCCM International Newsletter, Winter 2001.

Peace is not achieved by rooting out and destroying evil. When we become aware of our vices – anger, pride, greed, lust – the attempt to destroy them easily degenerates into self-hatred. After all, if we cannot love ourselves why bother to love others? Better than destroying your faults is to work patiently to implant the virtues – a slower and less dramatic work but far more effective. And by avoiding the dangers of religious hypocrisy and self-righteousness, the work creates a more pleasant working personality. Hidden in all our faults – our capacity for evil – there are also the seeds of virtues, many virtues. The terrorist may have had the seed of justice in him before his anger and the delusion that he is the instrument of God’s wrath took him over. When we conduct war against ourselves (many of the greatest religious fanatics have been self-denying) we risk huge collateral damage: in the destruction of our own seeds of virtue. Every kind of violence is a crime against humanity because it deprives the world of unknown goodness.

The first step in implanting the virtues that will eventually overpower the vices is to establish the foundational virtue of deep and regular prayer. Through this silent rhythm of prayer, wisdom slowly penetrates our mind and our world. Wisdom is the universal power that brings good out of evil. As the book of Wisdom says, “the hope for the salvation of the world lies in the greatest number of wise people.” The wise know the distinction between self-knowledge and self-fixation, between detachment and hardness of heart, between correction and cruelty. There are no rules for wisdom. Rules are never universal. But virtue is.