Professoras  que transformam o coração

Professoras que transformam o coração

Hoje  estamos a comemorar o dia do professor.

E quero celebrar com vocês que compartilham  comigo essa profissão.  São muitos os desafios, contradições, crescimento constante… experiências que me trouxeram até  aqui.

Nessa semana estou fazendo o lançamento do meu primeiro livro de ficção: “A duração da dor”  será na Biblioteca Comunitária Barca dos Livros” Quinta-feira dia 18 das 19hs às 20hs. Quanto aprendizado da capa ao miolo. Vocês fazem parte desse projeto. E aqui está meu convite e meu agradecimento. Venham celebrar comigo esse momento!

Também estou prestando uma homenagem para  três mulheres, fonte de inspiração no meu fazer docente.  Marianne Williamson que com seus ensinamentos acerca do Retorno ao Amor há três décadas têm me mostrado como a meditação e a oração podem sim, transformar o mundo, a começar pelo meu coração.

Hannah Arendt, Mestre da experiência do pensamento,   me inspira a cultivar  um coração compreensivo, equilibrar razão e emoção, mente e coração.

Rute, nome de livro e personagem bíblico; quanto se aprende ao estudar as suas escolhas, que demonstram que a amizade, a fidelidade, a generosidade entre as mulheres é um caminho abençoado por YAHWEH.

Foi ao meditar, ler, e refletir com elas, e   diante das nuvens  de  tempos incertos que se aproximam, ocorre-me compartilhar com vocês algumas lições que essas mestres  ensinam acerca de  como cultivar um coração compreensivo em tempos de incertezas.

Caso vocês tenham interesse,  estou dispondo o primeiro podcast de 21 episódios para cultivarmos um coração compreensivo.

Os posts relacionados ao tema que acompanham os podcasts poderão ser encontrados aqui no blog pela tag coração compreensivo   e a #meditereflitaescreva

Estou feliz de partilhar essa Jornada do saber com você. Me digam, quais são as mulheres que ensinam e inspiram vocês na transformação diária do mundo e dos seus corações?

Enviam e-mail para nós suas respostas e confirmem seus interesses de continuarem a  receber mais informações sobre a série Coração Compreensivo + recebam  um bônus surpresa.

Inscrevam-se pelo e-mail:

idamara@idamarafreire.com.br

Vamos Meditar Setembro

Vamos Meditar Setembro

Leitura  da Semana

A pergunta de Jesus “E você, quem você diz que eu sou?” é o presente que o rabbuni nos dá: seu próprio questionamento confere a “graça do guru”.
Em todas as épocas sua pergunta é o presente que espera ser recebido. Perene é o seu poder de simples e sutilmente despertar o autoconhecimento. São Tomé se utiliza do tempo presente quando fala da Ressurreição. Podemos entender que está dizendo que a ressurreição… transcende todas as categorias de tempo e de espaço. De modo semelhante os ícones da ressurreição na tradição ortodoxa sugerem a mesma transcendência e mostram que o poder que ressuscitou Jesus está presente e sempre ativo.
O trabalho essencial do mestre espiritual é apenas esse: não o de nos dizer o que fazer, mas nos ajudar a enxergar quem somos. O Eu que passamos a conhecer através da graça não é um pequeno ego separado e isolado que se apega às suas recordações, desejos e temores. Trata-se de um campo de consciência semelhante e indivisível em relação à consciência que é ao mesmo tempo o Deus cósmico e a revelação bíblica: o grande Eu Sou.

original em inglês:
An excerpt from Laurence Freeman OSB, JESUS: THE TEACHER WITHIN (New York: Continuum, 2000).

The question that Jesus asks, “And who do you say I am?” is the rabbuni’s gift to us: its very asking bestows the “grace of the guru.”

In every era his question is the gift waiting to be received. Its power to simply, subtly awaken self-knowledge is perennial. St Thomas uses the present tense when he speaks of the Resurrection. He can be understood to be saying that the resurrection. . . transcends all categories of space and time. In a similar way icons of the resurrection in the Orthodox tradition suggest the same transcendence and show that the power that raised Jesus is presently and continuously active.

The essential work of a spiritual teacher is just this: not to tell us what to do but to help us see who we are. The Self we come to know through grace is not a separate, isolated little ego-self clinging to its memories, desires and fears. It is a field of consciousness similar to and indivisible from the consciousness that is the God of cosmic and biblical revelation alike: the one great I AM.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Vamos Meditar em Agosto

Vamos Meditar em Agosto

Discernimento na Meditação e na Caminhada Contemplativa

Sábado dia 18 de agosto de 2018 às 16h vamos fazer nossa caminhada contemplativa e meditar em grupo. Nossa intenção é de nos encontrarmos e fortalecemos nossa prática contemplativa individual e diária. Meditar em grupo nos tira do isolamento, do autocentramento e promove a alegria de estar na presença do outro,  desfrutar do acolhimento e aceitação mútua, criando assim, uma atmosfera segura para aprender a discernir.

Como escreve Laurence Freeman: “um dos frutos da meditação é o dom do discernimento. Discernimento acerca daquilo que os meios de comunicação estão fazendo e nos estão dizendo, acerca do momento em que devemos desligar a tela. Por meio da criação de um espaço de solitude através da prática diária, a meditação protege a dignidade da privacidade do indivíduo. Como resultado, ela também desenvolve os valores sociais da liberdade pessoal e a participação responsável na tomada de decisões da sociedade.

A meditação desafia a passividade e o fatalismo que podem ser gerados pela saturação midiática, ainda que apenas pelo fato de que pessoas sábias são menos passíveis de serem enganadas.Nós meditamos neste mundo. Nossa decisão de meditar representa um compromisso com a participação responsável, mesmo num mundo prestes a enlouquecer. Ela exercita o discernimento e limita a intolerância. Ela ensina a fidelidade à comunidade do verdadeiro Ser, protegendo assim a dignidade humana.

A cada vez que nos sentamos para meditar levamos conosco para esse trabalho da atenção nossa própria bagagem e a bagagem do mundo. Trata-se de uma maneira de amar o mundo do qual fazemos parte e, de contribuir para o seu bem estar. Precisamente por ser uma maneira de abandonarmos nosso eu, a meditação nos ajuda a reconhecer e compartilhar a carga da humanidade”. Laurence Freeman,  O Mestre Interior (São Paulo: Martins Fontes, 2004).
Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

original em inglês
An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Meditation,” in JESUS THE TEACHER WITHIN (London: Continuum, 20000, P. 210
One of the fruits of meditation is the gift of discernment. Discernment about what the
media is doing and saying to us, about when to switch off the screen. By creating the
space of solitude of solitude through daily practice, meditation protects the dignity of
individual privacy. As a result, it also develops the social values of personal liberty and
responsible participation in society’s decision making. The passivity and fatalism that
media-saturation can create is challenged by meditation, if only because people of
wisdom are less easily misled.
We meditate in this world. Our decision to meditate represents a commitment to
participate responsibly even in a world going mad. It trains discernment and limits
intolerance. It teaches faithfulness to the community of the true Self thus protecting
human dignity. Each time we sit down to meditate we carry our own and the world’s
baggage into the work of attention. It is a way of loving the world we are part of and
contributing to its well-being. Precisely because it is a way of letting go of ourselves,
meditation helps us recognize and share the burden of humanity.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.