# 2 PERGUNTAS PARA VOCÊ DANÇAR A SUA HISTÓRIA

# 2 PERGUNTAS PARA VOCÊ DANÇAR A SUA HISTÓRIA

Ida Mara Freire,  Desenho de  J.

“Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criámos.” Albert Einstein 

Você já parou para pensar que em vez de contar sua história você pode dança-la? Sim. Seria uma narrativa dançada, narrada de modo não-verbal, mais gestual; O dançar sua história sugere encontrar no corpo, na memória corporal, os gestos, as ações e as percepções que estão entre o movimento e o pensamento. É possível dançar quando as palavras não são suficientes. Espero que você possa perceber como o dançar nossa história pode  nos ajudar a compreender nossa existência e nos deixar à vontade no mundo.

Quem de vocês já não se sentiram estagnadas em algum momento da vida de vocês? Seja pelas circunstâncias financeiras, seja pelos relacionamentos? Ou problemas de saúde? Bloqueio criativo, intelectual ou espiritual? Eu já; e uma das formas mais notáveis da estagnação acontecer está na nossa dificuldade de lidar com a mudança. Ficamos empacadas.

Alguns anos atrás meu estilo de vida estava exigindo mudanças daquelas profundas. Eu estava com aquela sensação interior de água parada, com aquele odor sutil do apodrecimento por ausência de movimento. Comecei a me perguntar qual é o sentido da minha vida? Qual é o meu dom? E comecei a sorrir… O que o meu sorriso é? Um movimento da minha boca, um convite, uma manifestação da alegria… uma dança…

Qual seria então o propósito da minha vida? Como ofereço o meu dom para os outros? Se o meu sorriso é o meu dom, o que me faz sorrir é  fazer outras pessoas sorrirem também.   Talvez, eu deveria ser palhaço… Mas, se penso na alegria. Penso em reconciliação. Então, eu e minha filha fomos viver na África do Sul e estudar a reconciliação, manifesta num corpo nacional que dança. Que histórias aquele corpo dança? A reconciliação, dançar o perdão, voltar a sorrir depois da dor. Ou sorrir apesar da dor.

Minhas ações por menores ou maiores que sejam devem estar vinculadas com essas minhas perguntas… Levar e buscar minha filha em suas atividades artísticas tem a ver com o sentido da minha vida? Tomar a decisão de abrir mão da carreira profissional sustenta o meu propósito de vida? Sim. Levar minha filha me faz ver a dança na vida dela. Minha escolha pelo trabalho criativo permite atentar para as pessoas que eu amo e encorajar as pessoas na dança da vida.

Ao acompanhar a história de vida dançada de algumas pessoas   percebo que essas duas perguntas: Qual o sentido da vida? E qual o propósito da vida? reverberaram em suas vidas elucidando suas próprias indagações:

“Como encontrar no corpo o tempo para ser quem você é? ”

“Como criar com o efêmero?”

“ Como transformar a vida em cuidado de si?”

“Como lidar com o risco da alegria de aparecer no mundo”

“Como habitar o lugar rarefeito entre o não ver e o ser vista”

Em que momento de sua vida que seu corpo te ajudou a perceber qual o sentido e o propósito de sua vida?

Quer saber mais sobre isso agende a sua Jornada da Descoberta gratuita, pelo email: idamara@idamarafreire.com.br

Na Jornada da Descoberta você vivenciará uma breve experiência de como o seu corpo pode ajudar você sair da estagnação. Se “os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criámos”, como nos recorda Albert Einstein,   a dança pode ser o movimento para voltarmos às coisas mesmas.

 

3# Segredos para você ser percebida enquanto fala

3# Segredos para você ser percebida enquanto fala

IdaMaraFreire – Foto Acic

Quando você está falando as pessoas estão prestando atenção em você?  Se  você não enxerga como saber isso? Na Conversa Dançada ocorrida na ACIC – Associação Catarinense de Integração do Cego, no final do mês de agosto, as pessoas participantes comentaram sua experiência de algumas vezes as pessoas sairem da sala sem avisarem e elas continuam falando,  literalmente, para as paredes.  Como isso  pode ser evitado?

Muitas vezes isso pode acontecer, primeiro, por esquecimento do interlocutor, ele não se lembra que a pessoa que ele está falando não está vendo que ele está a sair do local.  Outras vezes, podemos manter uma conversa, apenas para  mostrar ao outro que estamos presentes, se estamos no silêncio, em um lugar movimentado como saberemos se o outro, que não vê, vai perceber nossa presença?

No contato com pessoas com cegueira uma das questões apresentadas é acerca de como a pessoa que não vê é vista pelo outro.  As pessoas com cegueira, com baixa visão, ou  não visual, esses são os termos  que uso, pois, como tenho estudado, não se trata só de neologismo, a cegueira é uma experiência perceptiva do mundo, muito além daquilo que expressa o termo “deficiência  visual”,  usado comumente para identificar e categorizar esse grupo social.

Com o intuito de facilitar a comunicação entre as pessoas com e sem cegueira, proponho a Conversa Dançada   #3 segredos para você ser percebido enquanto  você fala.

Vamos explorar como nosso corpo pode nos ajudar  a estarmos presentes em nossas conversas e perceber o fluxo de diálogo com as pessoa que estamos a conversar.

#1  Lembrar-se de um episódio

Para estabelecer  uma conversa que desperte interesse da pessoa presente,  busque em seu corpo experiências que você consiga lembrar por inteiro, ou seja, com começo, meio e fim. Isso é, acesse sua memória episódica.

Por exemplo, Márcio relata: “No domingo ensolarado,  fiz um passeio  maravilhoso na praia.”

# 2 Usar palavras fortes.

Diga palavras que fazem sentido para você. Com isso estamos acessando nossa memória semântica.

#3 Perceber a emoção.

Reconhecer um sentimento  é aplicar um juízo em uma emoção. Desse modo acessamos a estética das emoções.

 

Em nossa Conversa Dançada, ouvimos a música “De volta ao Começo” cantada por Nana Caymmi; para acessarmos nossa memória episódica.

Identificamos  as palavras fortes:

“Saúde, Alegria, Sol,  Paz, Música, Passeio, Compromisso, Amor,  Agradecer, Amizade, Reflexão, Olhar”

Destacamos o movimento da voz ao  pronuncia-las;

Dançamos buscando aplicar ou identificar nos movimentos  a estética das emoções.

Ao terminar nossa Conversa Dançada –  apreendemos  em nossa experiência que “estar de corpo inteiro presente numa conversa exige uma escuta atenta de si, muita tranquilidade ao falar,  paz consigo mesmo e com os outros e isso faz  transparecer a segurança.”

E você quando está numa conversa quais são seus segredos para perceber o outro e ser percebida por ele atentamente?

 

 

Jornadas

Jornadas

Você já pensou em  dançar sua  história de vida?  Venha conhecer  as Jornadas. Um programa  feito para  você conhecer um pouco  mais de você mesmo, mas  numa perspectiva  bem diferente. A partir de seu corpo e  de seus movimentos.  Caso, você esteja  sentindo-se  paralisado, desmotivado… Eis aqui uma oportunidade para você  sair da estagnação. Este Programa de Jornadas em  Dança  oferece atividades criativas e contemplativas, que ampliam:

  • a consciência corporal de sua história de vida,
  • a consciência do propósito de vida,
  • a escuta interior,
  • a escrita criativa,
  • a apreciação da dança,
  • a apreciação do ver e do perceber,
  • a apreciação do ser vista e do ser percebida,
  • a organização do estilo de vida,
  • a reconciliação consigo mesma e com os outros,
  • o dançar a própria história e,
  • o cultivar a alegria e a beleza do viver.

Experiências que colaboram para que você possa retornar para o fluxo criativo da vida e estabelecer seu equilíbrio corporal, mental, emocional e espiritual.

Agende hoje mesmo sua Jornada da Descoberta Grátis pelo email: idamara@idamarafreire.com.br