Escrita Mínima

Escrita Mínima

Por Ida Mara Freire

Nessa Semana que comemoramos o Dia Internacional da Dança, aproveito para apresentar o site Danças Invisíveis e Outras Corpografias, um espaço para comunicação, criação e divulgação das minhas experiências com a dança. Essa semana iniciamos as atividades na ACIC- Associação Catarinense de Integração do Cego, com o tema  Dança e Percepção. O encontro começou com as participantes massageando as próprias mãos, em seguida contornamos as mãos e contamos suas histórias, lemos João Gilberto Noll, desfrutamos e criamos dança na escuta atenta do dedilhar do violão de Almir Sater. E hoje inspirada nesse encontro e na história de V. surge no exercício, a escrita mínima com 130 palavras, ilustrada com a imagem que meus olhos filtraram entre a luz e a sua sombra.  Como você pode conferir na postagem intitulada O ser na mão dela. Agradeço desde já sua visita no site, e saiba que seus comentários e sugestões são super bem-vindos…

O Ser na mão dela

O Ser na mão dela

 Por Ida Mara Freire em conversas com V.

O ser na minha mão. Sentimental. Não é meloso. Não é ficar dolorida.  Mas,  é  você ter  uma palavra…  Pegar na mão, fazer um afago,  participar com alguma  coisa.  Se há algo que me aconteceu, que marcou,  a vida deu uma virada para melhor, foi a morte do meu pai. Eu  tinha 8 anos. Eu perguntava dentro de mim:  Por que  a vida não era assim  quando ele estava vivo?  Um som que me preenche toda: a música.  Cores que evito: o  preto, fico muito fechada, e o vermelho, acho escandaloso.  Desejos já realizados: a filha mais moça já  se formou. Consegui conquistar todas as metas da vida: Namorei. Casei. Tenho filhos, netos e bisnetos.  Um desejo… recuperar um pouco a visão para ver  meus bisnetos.  A mão se mostra  solidária.

 

Grupo Meditação  Encontro 16 de Abril

Grupo Meditação Encontro 16 de Abril

Olá

Sábado 16 de Abril as 17hs estaremos nos encontrando para meditar juntos.

Leitura da Semana

Espaço para ser

Leitura de Domingo, 10 Abril 2016
John Main, OSB
O MOMENTO DE CRISTO (São Paulo, PAULUS, 2004), pg. 132.

Para nos conhecermos, para nos compreendermos e, para . . . obtermos uma perspectiva correta de nós mesmos e de nossos problemas, precisamos simplesmente entrar em contato com nosso espírito. Toda auto-compreensão surge como resultado de nos entendermos como seres espirituais e, apenas o contato com o Espírito Santo pode nos conferir toda a amplitude da compreensão . . . Esse caminho não é difícil. É muito simples. Mas, realmente demanda um sério comprometimento . . .
O caminho da meditação é muito simples. Tudo o que cada um de nós precisa fazer, é ficar tão imóvel quanto possível, física e espiritualmente . . . Aprender a meditar, é aprender a abandonar seus pensamentos, idéias e imaginação e, a descansar nas profundezas de seu próprio ser. Lembre-se sempre disso. Não pense, não utilize quaisquer palavras, a não ser sua própria palavra, não imagine nada. Apenas entoe, repita a palavra nas profundezas de seu espírito e, ouça-a. Concentre-se nela, com toda sua atenção.
Por que isso é tão poderoso? Basicamente, porque nos dá o espaço que nosso espírito precisa para poder respirar. Nos dá, a cada um de nós, o espaço para sermos nós mesmos. Quando você medita, você não precisa se desculpar e, você não precisa se justificar. Tudo o que você precisa fazer, é ser você mesmo, é aceitar, das mãos de Deus, a dádiva de seu próprio ser. . . E, nessa aceitação você começará a viver sua vida em harmonia, harmonia interior, porque todas as coisas em sua vida passarão a se harmonizar com toda a criação, pois você terá encontrado o seu lugar. E aquilo que é surpreendente é que o seu lugar não é nada menos do que o de estar enraizado e fundamentado em Deus.

Texto original em inglês

An excerpt from John Main OSB, “Space to Be,” MOMENT OF CHRIST (New York: Continuum, 1998), pp. 92-93.

To know ourselves, to understand ourselves and to . . .get ourselves and our problems in perspective, we simply must make contact with our spirit. All self-understanding arises from understanding ourselves as spiritual beings, and it is only contact with the universal Holy Spirit that can give us the depth and the breadth to understand. . .The way to this is not difficult. It is very simple. But it does require serious commitment. . .

The way of meditation is very simple. All each of us has to do is to be as still as possible in body and in spirit. . . .Learning to meditate is learning to let go of your thoughts, ideas and imagination and to rest in the depths of your own being. Always remember that. Don’t think, don’t use any words other than your own word, don’t imagine anything. Just sound, say the word in the depths of your spirit and listen to it. Concentrate upon it with all your attention.

Why is this so powerful? Basically, because it gives us the space that our spirit needs to breathe. It gives each of us the space to be ourselves. When you are meditating you don’t need to apologize for yourself and you don’t need to justify yourself. All you need to do is to be yourself, to accept the gift of your own being. . . . And in that acceptance you will begin to live your life in harmony, harmony within yourself, because everything in your life will come into harmony with all creation, because you will have found your place. And the astonishing thing is that your place is nothing less than to be rooted and founded in God.