Festival Múltipla Dança 2016

Festival Múltipla Dança 2016

O Múltipla Dança vem aí!
De 24 a 29 de maio, Florianópolis recebe a nona edição do Festival Internacional de Dança Contemporânea Múltipla Dança, em diversos locais da cidade, com todas as ações gratuitas.

Na programação, espetáculos, oficinas, intervenções urbanas, diálogos, lançamentos de livros, mostra de vídeos e o projeto Múltiplas Escritas.

Acompanhe a programação completa em nosso site e agende-se!

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Grupo de Meditação Mensal 21 de Maio

Convite:

Pessoas interessadas na Meditação Cristã. Uma vez por mês nos encontramos para praticar a meditação em grupo. Nosso próximo  encontro será sábado dia 21 de maio de 2016 das 17 às 18hs. Iniciamos com breves comentários ou dúvidas dos participantes acerca da meditação, depois fazemos a leitura da semana  da Comunidade Mundial da Meditação Cristão, em seguida compartilhamos o silêncio por 30 minutos seguidos. Encerramos com uma oração.  Lembramos que a finalidade do Grupo de Meditação é apoiar a prática diária individual.  Contato: idamara@idamarafreire.com

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”. Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

Leitura da Semana:

Caríssimos Amigos

Leitura de Domingo, 15 Maio 2016
Laurence Freeman, OSB
Laurence Freeman OSB, Newsletter da WCCM Internacional, Inverno de 2001.

A paz não é alcançada com a erradicação e a destruição do mal. Quando nos damos conta de nossos vícios, raiva, orgulho, ganância e luxúria, a tentativa de destruí-los facilmente se degenera em ódio a si mesmo. Afinal, se não podemos nos amar a nós mesmos, por que nos importarmos em amar aos outros? Melhor que destruir suas falhas, é trabalhar para pacientemente implantar as virtudes, um trabalho mais lento e menos dramático, mas muito mais eficaz. Adicionalmente, ao evitarmos os perigos da hipocrisia religiosa e do moralismo, criamos uma personalidade ativa mais agradável. Ocultas em todas as nossas falhas, que são a nossa capacidade para a maldade, há também as sementes de muitas virtudes. O terrorista pode ter tido a semente da justiça nele, antes que dele se apossassem sua própria raiva e, a ilusão de que ele seria o instrumento da ira divina. Quando combatemos a nós mesmos (muitos dos grandes fanáticos religiosos têm praticado a auto-negação) nos arriscamos a enormes danos colaterais: com a destruição de nossas próprias sementes de virtude. Todo tipo de violência é um crime contra a humanidade, pelo fato de privar o mundo de bondade desconhecida.

O primeiro passo na implantação das virtudes que por fim sobrepujarão os vícios, é o de estabelecer a virtude fundamental da prece regular e profunda. Através desse ritmo silencioso da prece, a sabedoria lentamente penetra nossa mente e nosso mundo. A sabedoria é o poder universal que, da maldade, gera o bem. Tal como nos diz o livro da Sabedoria: “a esperança da salvação do mundo reside num maior número de pessoas sábias”. Os sábios conhecem a distinção entre o auto-conhecimento e a auto-fixação, entre o desapego e o endurecimento do coração, entre correção e crueldade. Não há regras para a sabedoria. As regras nunca são universais. Mas, a virtude é.

Original em inglês:

An excerpt from Laurence Freeman OSB. “Dearest Friends,” WCCM International Newsletter, Winter 2001.

Peace is not achieved by rooting out and destroying evil. When we become aware of our vices – anger, pride, greed, lust – the attempt to destroy them easily degenerates into self-hatred. After all, if we cannot love ourselves why bother to love others? Better than destroying your faults is to work patiently to implant the virtues – a slower and less dramatic work but far more effective. And by avoiding the dangers of religious hypocrisy and self-righteousness, the work creates a more pleasant working personality. Hidden in all our faults – our capacity for evil – there are also the seeds of virtues, many virtues. The terrorist may have had the seed of justice in him before his anger and the delusion that he is the instrument of God’s wrath took him over. When we conduct war against ourselves (many of the greatest religious fanatics have been self-denying) we risk huge collateral damage: in the destruction of our own seeds of virtue. Every kind of violence is a crime against humanity because it deprives the world of unknown goodness.

The first step in implanting the virtues that will eventually overpower the vices is to establish the foundational virtue of deep and regular prayer. Through this silent rhythm of prayer, wisdom slowly penetrates our mind and our world. Wisdom is the universal power that brings good out of evil. As the book of Wisdom says, “the hope for the salvation of the world lies in the greatest number of wise people.” The wise know the distinction between self-knowledge and self-fixation, between detachment and hardness of heart, between correction and cruelty. There are no rules for wisdom. Rules are never universal. But virtue is.

Dança e Percussão

Dança e Percussão

Por Ida Mara Freire
Pós-doutorado em Dança, Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul

e-mail: idamara@idamarafreire.com.br

As andanças diárias, sabem bem o leitor e a leitora, além de proporcionarem economia no trabalho cardíaco e respiratório, fazem pensar na atualidade do corpo em sua dupla dimensão espacial e temporal. Um passo após o outro, na companhia do geógrafo Milton Santos, nos mostra que o passado pode estar morto como tempo, não porém como espaço.

Nesse Dia Mundial da Dança, convido vocês para aguçarem a curiosidade e investigarem como o caminhar, composto de passos aparentemente simples, se sofistica e tornar-se dança e ao mesmo tempo percussão. Pois, foi isso que fiquei a refletir ao assistir, acompanhada da minha filha, a noite de performance do Floripa Tap, Festival Internacional de Sapateado ocorrido na capital entre os dias 24 a 27 de março. Promovido pela Escola Garagem da Dança, o evento contou com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, através do Funcultural. A variedade de movimentos e sons produzidos pelos pés dos dançarinos, testemunharam uma indiscutível intimidade entre a dança e a música, acrescida pelos insólitos arranjos dos músicos Luiz Gustavo Zago, Carlos Ribeiro Junior e Richard Montano. O sapateado solicita tanto o ouvido quanto os olhos do espectador, quando a sonoridade criada pelas batidas dos pés tornam o corpo do dançarino um instrumento de percussão, reverberando contrapontos rítmicos inusitados, desenhando no espaço-tempo passos entrelaçados de fluidez e velocidade, suspensos pelos fios invisíveis da pausa e do silêncio.
Como avalia a dançarina Marina Coura, diretora do festival: “O evento foi um sucesso. Tivemos um publico espectador estimado em aproximadamente 2500 pessoas.” Talvez as razões do Floripa Tap ser bem-sucedido está no oferecimento de diversas atividades para as pessoas interessadas. Um exemplo está na criação da Mostra de Dança como espaço para todos os participantes poderem mostrar seus trabalhos e terem um feedback por escrito de cada professor do evento. Outro diferencial, é a noite de performance presenteando o público – composto por familiares, estudantes e profissionais da dança – com a mescla das apresentações de solos e grupos dos alunos da Escola Garagem da Dança com os professores internacionais do evento como Yukiko Smilie Misumi, Japão, Daniel Borak , Suiça, Lane Alexander e Star Dixon, Estados Unidos; e os convidados nacionais dentre quais estão: Christiane Matallo, artista que sapateia e toca sax tenor simultaneamente, Melissa Tannús, Leandro Fortes, Diego Tavares. Vale salientar, a escolha de convidar profissionais com propostas diferenciadas para ministrar oficinas, tal como o dançarino Luyz Baltijão (SP), que está a comemorar trinta anos de carreira , e ofereceu o curso “Sinapses in tap”, propondo associações motoras que visam desenvolver o ritmo e a musicalidade do sapateador. Ele comenta: “Participar de um festival de sapateado na condição de um professor, em muito contribui para que nossa forma de ver, sentir e expressar o sapateado possa ser repartida com um número expressivo de sapateadores. O intercâmbio entre os profissionais que atuam ao nosso lado também influenciam nossa abordagem.”
A motivação dos participantes do Floripa Tap vem da liberdade que o sapateado oferece, “é uma modalidade democrática, para todos os estilos, estéticas, ritmos, corpos e idades”, acrescenta Marina Coura. Em 29 de abril, Dia Mundial da Dança, mobilizem-se: caminhando e dançando, seguimos a canção, que vem das batidas dos pés e também do coração.

Fotografia Roger Rodrigues